Petrobras reafirma meta de autossuficiência em diesel para 100% no Plano 2027-2031
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, reiterou o objetivo de alcançar a autossuficiência do Brasil em diesel, elevando a meta para 100% no Plano de Negócios 2027-2031. A estratégia visa reduzir a dependência de importações e estabilizar preços, com expansão de refinarias como Rnest e Reduc.
A Petrobras, sob a liderança de Magda Chambriard, reafirmou o objetivo de elevar a produção de diesel da companhia para que o Brasil alcance a autossuficiência no combustível, com a meta de 100% no Plano de Negócios 2027-2031. A meta, que será formalizada no documento previsto para ser divulgado entre novembro e dezembro deste ano, representa uma guinada estratégica para a estatal.
Atualmente, a produção nacional de diesel atende entre 75% e 80% do consumo interno, com a Petrobras fornecendo mais de 70% desse volume. Para atingir a nova meta, a estratégia da companhia prevê a ampliação da Refinaria Abreu e Lima (Rnest) para 300 mil barris/dia e da Refinaria Duque de Caxias (Reduc) para cerca de 350 mil barris/dia, além da construção do Trem 2 da Rnest e do Complexo de Energias Boaventura. Essa estratégia visa reduzir a dependência de importações, que hoje representam 20% a 30% da demanda.
A elevação da meta de autossuficiência de 85%-90% para 100% reflete uma resposta às crescentes tensões geopolíticas, em particular no Oriente Médio, que intensificam a volatilidade do mercado global de combustíveis. Essa postura sinaliza uma priorização da segurança energética nacional em detrimento da estrita paridade de importação. O movimento ocorre em um contexto de recentes intervenções governamentais para estabilizar os preços do diesel, com o governo federal destinando R$ 10 bilhões via MPV 1344/2026 para subsidiar o combustível rodoviário.
A concretização desta meta tende a reduzir a exposição do mercado doméstico de diesel à volatilidade dos preços internacionais do petróleo, com o Brent negociado hoje em torno de US$ 100, e do câmbio, com o dólar a R$ 5,11. Essa menor dependência pode trazer maior previsibilidade ao abastecimento e estabilidade aos preços na bomba, com potencial impacto positivo na inflação e nos custos logísticos do país. A Petrobras é o principal agente afetado, responsável por executar os investimentos e projetos de expansão de refino.
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