Petrobras recebe primeiro navio do Programa Mar Aberto e avança em verticalização logística
A Petrobras recebeu o Starnav Elektra, a primeira embarcação do Programa Mar Aberto, marcando o início da renovação e expansão de sua frota de apoio. O navio, tipo PSV, foi construído no Brasil com investimento de R$ 450 milhões e operará nas bacias petrolíferas, com foco em eficiência e conteúdo nacional.

A Petrobras recebeu o Starnav Elektra, a primeira embarcação entregue pelo Programa Mar Aberto, iniciativa da companhia para renovar e ampliar sua frota de apoio offshore. O navio foi batizado na última quinta-feira (17), em cerimônia realizada no Armazém do Porto do Rio, no Píer Mauá, conforme noticiado pelo Timesbrasil. Este marco sinaliza o avanço da estatal em sua estratégia de verticalização logística e otimização de custos operacionais.
Construído pelo Estaleiro Detroit, em Itajaí (SC), o Starnav Elektra é um PSV (Platform Supply Vessel), embarcação essencial para o transporte de suprimentos e equipamentos às unidades offshore nas bacias petrolíferas brasileiras. O projeto recebeu um investimento de cerca de R$ 450 milhões e se destaca pela incorporação de tecnologias de eficiência energética, como sistemas de geração e distribuição de energia atualizados, bancos de baterias e monitoramento do consumo por telemetria, além de ser preparado para futura operação com combustível renovável. A viagem inaugural, entre Santa Catarina e o Rio, foi conduzida por uma tripulação 100% feminina, liderada pela comandante Isabela Teixeira Ponce de Leon.
O Programa Mar Aberto prevê aportes estimados em US$ 6 bilhões (cerca de R$ 32 bilhões, considerando o dólar a R$ 5,11) até 2032, com a meta de construir 96 embarcações, incluindo 40 navios de apoio offshore, 20 de cabotagem, 18 barcaças e 18 empurradores. Os contratos estabelecem uma exigência mínima de 40% de conteúdo nacional na construção, visando impulsionar a indústria naval brasileira. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que os investimentos buscam ampliar a eficiência e o lucro da companhia, e que a previsão é chegar a 96 embarcações até 2027, embora o programa tenha um horizonte mais amplo até 2032 para a frota completa.
A iniciativa se insere em um contexto de ampliação da logística e frota própria da Petrobras e Transpetro, como já observado na cooperação com a Marinha do Brasil para logística offshore e na Margem Equatorial, e no início do transporte de bunker com frota própria pela Transpetro no Rio de Janeiro. O programa, que se utiliza de mecanismos de fomento como o Fundo da Marinha Mercante (FMM), também projeta a geração de mais de 9 mil empregos diretos e indiretos, alinhando-se às metas de transição energética da Petrobras.
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