Petronas confirma nova jazida de gás em águas profundas no Suriname
A Petronas, empresa estatal de energia da Malásia, anunciou uma nova descoberta de gás natural em águas profundas na costa do Suriname. A jazida fortalece o potencial da bacia Guyana-Suriname, somando-se a outras descobertas recentes na região e consolidando o país como uma fronteira promissora para hidrocarbonetos.
A Petronas, empresa estatal de energia da Malásia, confirmou uma nova descoberta de gás natural em águas profundas na costa do Suriname. O anúncio, feito pela própria companhia, adiciona um novo sucesso à série de achados exploratórios na bacia Guyana-Suriname, uma das mais promissoras do mundo para petróleo e gás, e consolida a presença da empresa na região.
Esta descoberta se insere no histórico de êxito da Petronas no Suriname, que já havia reportado achados significativos de gás e condensado nos poços Sloanea-1 e Sloanea-2, no Bloco 52, em 2020 e 2022, respectivamente. A nova jazida corrobora a avaliação de que a área dispõe de vastos recursos, seguindo a tendência das mais de 11 bilhões de barris de óleo equivalente já identificados na vizinha Guiana, principalmente pela ExxonMobil no bloco Stabroek.
A exploração na região é conduzida sob contratos de partilha de produção (PSCs), com a Staatsolie, a empresa nacional de petróleo do Suriname, detendo participação em todos os blocos. O gás natural, em particular, representa um desafio e uma oportunidade para o país, que busca replicar o boom econômico da Guiana. A monetização desses volumes, seja por meio de terminais de Gás Natural Liquefeito (GNL) para exportação ou para consumo doméstico, será crucial para a viabilidade econômica dos projetos.
Para o Suriname, a descoberta tem o potencial de transformar a economia, elevando as receitas governamentais e impulsionando o Produto Interno Bruto (PIB). Para a Petronas, o achado fortalece sua estratégia de crescimento global e diversificação de portfólio, com foco crescente em gás natural, consolidando sua posição como um ator relevante na bacia. A atração de novos investimentos para infraestrutura de gás será uma consequência natural a médio e longo prazo.
Os próximos passos para a Petronas e seus parceiros incluem a perfuração de poços de avaliação para delimitar a extensão da jazida e estimar suas reservas com maior precisão. Com base nesses dados, será possível elaborar um plano de desenvolvimento do campo, culminando em uma Decisão Final de Investimento (FID). A expectativa é que a primeira produção comercial, caso a descoberta seja considerada viável, ocorra somente no final desta década.
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