Raízen comunica reestruturação de R$ 65,1 bilhões em dívidas e venda de ativos
A Raízen avançou na reestruturação de R$ 65,1 bilhões de seu endividamento total e comunicou à CVM a alienação de seus ativos de downstream na Argentina por US$ 1,420 bilhão. O plano envolve injeção de capital pelos acionistas e conversão de parte da dívida em ações, visando fortalecer a liquidez e otimizar a estrutura de capital da companhia.
A Raízen comunicou ao mercado em 7 de julho de 2026, via CVM, o avanço em seu plano de reestruturação de R$ 65,1 bilhões de dívidas, que abrange a maior parte do passivo total de R$ 70 bilhões apurado em dezembro de 2025. A estratégia inclui injeção de capital pelos acionistas e a conversão de parte do endividamento em participação acionária, somada à recente alienação de seus ativos de downstream na Argentina por US$ 1,420 bilhão.
O plano de reestruturação prevê um aporte de capital de R$ 3,5 bilhões pela Shell e a possibilidade de mais R$ 500 milhões da Aguassanta Participações, ligada à Cosan. Além disso, 45% da dívida reestruturada será convertida em ações da companhia ao preço de R$ 0,25 por papel, enquanto os 55% restantes serão substituídos ou refinanciados por novos títulos de dívida, buscando otimizar a estrutura de capital e fortalecer a liquidez.
Em relação à alienação de ativos, a Raízen vendeu suas operações de downstream na Argentina para a Latam Downstream Holdings e Silver Projects, ambas do Mercuria Energy Group. O negócio, avaliado em US$ 1,420 bilhão, recebeu aprovação sem restrições do CADE em 10 de julho de 2026, com publicação no Diário Oficial da União (DOU) na mesma data, e terá pagamento composto por parcela em caixa e assunção do endividamento da Raízen Argentina S.A.U., reforçando o caixa da companhia.
O processo de recuperação extrajudicial foi protocolado em 11 de março de 2026, com adesão de 75,45% dos credores, o que levou à suspensão do pagamento de juros ou principal da dívida não garantida por 90 dias. A Raízen busca o fechamento definitivo do plano de reestruturação até 31 de março de 2027, com possível extensão por seis meses.
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