TBG abre consulta ao mercado para contratar gás em 2027
A Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG) iniciou o processo de consulta ao mercado para 2027, buscando adquirir gás natural de terceiros para balanceamento da rede e Gás de Uso de Sistema (GUS). O prazo para apresentação das propostas termina em 17 de setembro, com o objetivo de garantir a eficiência e segurança operacional da rede.
A Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG) abriu seu processo de Consulta ao Mercado 2027, buscando a contratação de gás natural de terceiros para o balanceamento de sua rede de transporte e para o Gás de Uso de Sistema (GUS). O prazo para que produtores, importadores, comercializadores e carregadores apresentem suas propostas se encerra em 17 de setembro de 2026, conforme comunicado pela ABEGÁS.
A iniciativa visa garantir o fornecimento de gás para todo o período de 2027, assegurando a eficiência e a segurança operacional do sistema da TBG. O Gás de Uso de Sistema (GUS) é o volume necessário para a operação da rede, incluindo o gás combustível dos equipamentos da transportadora. Já o balanceamento se refere ao equilíbrio entre as injeções e retiradas de gás, sendo que a TBG atua sobre o residual, enquanto os carregadores são responsáveis por cumprir seus compromissos programados.
Os custos associados ao gás para balanceamento e GUS são integralmente repassados aos carregadores que utilizam o sistema ou geram desequilíbrios, sem que a transportadora obtenha ganho econômico adicional. Após o recebimento das propostas, a TBG fará a análise e avaliação, e o cronograma prevê o envio dos resultados à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em 22 de setembro para conhecimento, validação e posterior assinatura dos contratos.
Este processo anual se insere no contexto de abertura do mercado de gás natural, impulsionado pela Nova Lei do Gás, e ocorre em um cenário de intensa movimentação regulatória. A ANP, que supervisiona e valida a consulta, manteve recentemente o Custo Médio Ponderado de Capital (WACC) em 7,63% ao ano para o transporte de gás no período de 2026 a 2030, rejeitando um pleito da ATGás por uma taxa maior, o que influencia a estrutura tarifária geral e a percepção de risco dos investimentos no setor.
Tags
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar.
Receba o essencial do setor de energia
Os principais fatos que afetam preço, regulação, geração e combustíveis — todo dia ao meio-dia, no seu e-mail.
Como esta matéria foi produzida: apurada a partir da fonte oficial citada e de documentos primários, com verificação de números, datas e prazos antes da publicação, seguindo a nossa Política Editorial — que inclui o uso de tecnologia própria na apuração. Viu algo a corrigir? Fale com a redação.