Carga SIN87.377 MW 2,99%PLD MédioR$ 87,63/MWh 32,94%PLD SE/COR$ 87,64/MWh 32,94%PLD SulR$ 87,63/MWh 32,94%PLD NER$ 87,63/MWh 32,95%PLD NorteR$ 87,64/MWh 32,94%EAR SIN62,7% 0,16%EAR SE/CO56,9% 0,18%EAR Sul82,5% 1,35%EAR NE73,2% 0,27%EAR Norte78,3% 0,38%ENA SIN145% MLT 12,40%ENA SE/CO106% MLT 2,91%ENA Sul233% MLT 4,02%ENA NE63% MLT 0,00%ENA Norte57% MLT 0,00%Carga SIN87.377 MW 2,99%PLD MédioR$ 87,63/MWh 32,94%PLD SE/COR$ 87,64/MWh 32,94%PLD SulR$ 87,63/MWh 32,94%PLD NER$ 87,63/MWh 32,95%PLD NorteR$ 87,64/MWh 32,94%EAR SIN62,7% 0,16%EAR SE/CO56,9% 0,18%EAR Sul82,5% 1,35%EAR NE73,2% 0,27%EAR Norte78,3% 0,38%ENA SIN145% MLT 12,40%ENA SE/CO106% MLT 2,91%ENA Sul233% MLT 4,02%ENA NE63% MLT 0,00%ENA Norte57% MLT 0,00%
Hidráulica43.750 MW(49%) 3,59%Térmica11.821 MW(13%) 22,59%Eólica16.975 MW(19%) 4,16%Solar14.916 MW(17%) 12,45%Nuclear2.008 MW(2%) 0,90%Hidráulica43.750 MW(49%) 3,59%Térmica11.821 MW(13%) 22,59%Eólica16.975 MW(19%) 4,16%Solar14.916 MW(17%) 12,45%Nuclear2.008 MW(2%) 0,90%Hidráulica43.750 MW(49%) 3,59%Térmica11.821 MW(13%) 22,59%Eólica16.975 MW(19%) 4,16%Solar14.916 MW(17%) 12,45%Nuclear2.008 MW(2%) 0,90%
PETR4R$ 49,00 1,20%PETR3R$ 54,52 1,55%PRIO3R$ 64,19 2,67%RECV3R$ 11,36 0,53%VBBR3R$ 37,55 1,05%UGPA3R$ 38,02 0,99%RAIZ4R$ 0,28 7,69%CSAN3R$ 3,70 2,37%EGIE3R$ 30,75 0,07%CMIG4R$ 11,45 1,06%CPFE3R$ 45,54 1,00%EQTL3R$ 39,65 2,16%ENGI11R$ 51,61 2,28%NEOE3R$ 33,80 0,00%AURE3R$ 11,84 0,84%ENEV3R$ 27,36 0,11%TAEE11R$ 40,73 0,34%ALUP11R$ 33,74 1,05%LIGT3R$ 3,77 3,57%PETR4R$ 49,00 1,20%PETR3R$ 54,52 1,55%PRIO3R$ 64,19 2,67%RECV3R$ 11,36 0,53%VBBR3R$ 37,55 1,05%UGPA3R$ 38,02 0,99%RAIZ4R$ 0,28 7,69%CSAN3R$ 3,70 2,37%EGIE3R$ 30,75 0,07%CMIG4R$ 11,45 1,06%CPFE3R$ 45,54 1,00%EQTL3R$ 39,65 2,16%ENGI11R$ 51,61 2,28%NEOE3R$ 33,80 0,00%AURE3R$ 11,84 0,84%ENEV3R$ 27,36 0,11%TAEE11R$ 40,73 0,34%ALUP11R$ 33,74 1,05%LIGT3R$ 3,77 3,57%
BrentUS$ 104,61 0,00%WTIUS$ 100,05 0,00%Gás NaturalUS$ 2,83 0,00%DólarR$ 5,13 0,45%BrentUS$ 104,61 0,00%WTIUS$ 100,05 0,00%Gás NaturalUS$ 2,83 0,00%DólarR$ 5,13 0,45%BrentUS$ 104,61 0,00%WTIUS$ 100,05 0,00%Gás NaturalUS$ 2,83 0,00%DólarR$ 5,13 0,45%
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Radar Energia
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Usinas reversíveis avançam na pauta de flexibilidade do sistema elétrico

A necessidade de flexibilidade no sistema elétrico brasileiro, acentuada pela expansão de fontes renováveis intermitentes, coloca as usinas hidrelétricas reversíveis no centro da discussão. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) as enxerga como uma solução crucial para gerenciar a volatilidade da matriz, enquanto a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e o Ministério de Minas e Energia (MME) debatem o arcabouço regulatório para viabilizar esses projetos.

18 de junho de 2026 às 20:49Fonte oficial: SindenergiaRedação Radar Energia

As usinas hidrelétricas reversíveis emergem como uma solução estratégica para o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que busca maior flexibilidade operacional para equilibrar a crescente participação de fontes renováveis intermitentes na matriz. Essa tecnologia, capaz de bombear água para reservatórios superiores em momentos de excedente de energia e gerar eletricidade em picos de demanda, é um pilar essencial para a estabilização da rede, o controle de frequência e a garantia da segurança do suprimento na rápida transição energética do país.

A demanda por essa capacidade de resposta rápida e armazenamento em larga escala intensificou-se a partir de 2015, impulsionada pela grande inserção de parques eólicos e, mais recentemente, de usinas solares fotovoltaicas. Com uma matriz elétrica que já supera 80% de fontes renováveis, e capacidades instaladas de eólica e solar ultrapassando 25 GW e 30 GW, respectivamente, em 2023, o sistema brasileiro enfrenta desafios operacionais crescentes para compensar as flutuações e a variabilidade dessas gerações, evitando sobrecargas, deficiências na rede e a necessidade de despachar termelétricas mais caras.

Embora a discussão sobre o potencial das usinas reversíveis no Brasil seja antiga, ela ganhou nova urgência nos últimos cinco anos, posicionando-se como parte fundamental da estratégia de descarbonização e segurança energética do país. O Brasil, detentor de um vasto potencial hidrelétrico com cerca de 110 GW já instalados, possui inúmeros sítios com características geográficas e hídricas favoráveis. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) já identificou esses locais como potenciais para o desenvolvimento desses empreendimentos, embora ainda sem quantificar a capacidade de armazenamento necessária em megawatts ou gigawatts-hora.

Um dos principais entraves para o avanço e a materialização desses projetos é a ausência de um marco regulatório específico e um modelo de negócio claro para o armazenamento de energia em larga escala. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) tem intensificado as discussões sobre a regulamentação de serviços ancilares — categoria que abrange a flexibilidade, o controle de tensão e o suporte de frequência, onde as usinas reversíveis se encaixam —, mas uma definição clara, que estabeleça mecanismos de remuneração adequados e incentive os investimentos, ainda está em construção e representa uma barreira regulatória significativa.

Nesse complexo cenário, o ONS atua como o principal demandante por recursos de flexibilidade, definindo os requisitos operacionais e as necessidades de despacho rápido que a rede exige para manter sua confiabilidade. O Ministério de Minas e Energia (MME) e a EPE, por sua vez, são os órgãos responsáveis por integrar essas soluções no planejamento energético de longo prazo do país, como o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE). Empresas geradoras como Furnas e Chesf, que já possuem vasta experiência na operação de grandes complexos hidrelétricos, são vistas como potenciais desenvolvedoras e operadoras de futuros projetos reversíveis, dada sua expertise e infraestrutura existente.

A implementação de usinas reversíveis gerará um impacto significativo e multifacetado, com reflexos diretos na estabilização da tarifa de energia ao consumidor final. Ao permitir o armazenamento de energia barata e renovável e sua injeção no sistema em momentos estratégicos, essas usinas reduzem a dependência e a necessidade de despachar termelétricas mais caras e poluentes em picos de demanda ou em períodos de baixa geração eólica e solar, mitigando custos e pressões tarifárias. No mercado livre, a maior flexibilidade do sistema tende a diminuir a volatilidade do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), beneficiando a previsibilidade para geradores, comercializadores e grandes consumidores.

Para a transição energética global e a meta de descarbonização, as usinas reversíveis são cruciais, pois permitem a integração segura e confiável de volumes ainda maiores de fontes renováveis intermitentes na matriz, garantindo a estabilidade do suprimento mesmo diante das variações climáticas. Além disso, elas estimulam investimentos em infraestrutura de armazenamento de energia, um setor-chave para o futuro da eletricidade. A experiência internacional é um forte indicativo: países como Alemanha, Suíça e Estados Unidos utilizam essa tecnologia de forma madura, e a China, por exemplo, tem um ambicioso plano de expansão de pumped hydro, visando mais de 120 GW até 2030, demonstrando a importância estratégica para sistemas elétricos em transição.

Os próximos passos para o Brasil incluem a continuidade das discussões e a finalização das propostas regulatórias na ANEEL, com a expectativa de que consultas e audiências públicas sejam realizadas para coletar contribuições do setor sobre serviços ancilares e armazenamento. Paralelamente, o MME e a EPE devem aprofundar os estudos de viabilidade técnica e econômica para a inclusão formal de projetos de usinas reversíveis nos planos de expansão, pavimentando o caminho para que futuros leilões de energia ou de capacidade contemplem a contratação específica de flexibilidade e armazenamento no médio prazo, abrindo um novo segmento de mercado para a geração e a infraestrutura elétrica.

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