Aneel aprova reajuste de 9,58% nas tarifas da Neoenergia Elektro em SP e MS
A ANEEL aprovou o reajuste tarifário anual da Neoenergia Elektro, com um efeito médio de 9,58% para os consumidores de São Paulo e Mato Grosso do Sul. As novas tarifas, que incluem um aumento de 12,24% para a classe residencial, entram em vigor a partir de 27 de agosto de 2026.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou o reajuste tarifário anual da Neoenergia Elektro, com um aumento médio de 9,58% para os consumidores atendidos pela distribuidora em São Paulo e Mato Grosso do Sul. A decisão, tomada pela diretoria colegiada da agência em 24 de agosto de 2026, estabelece que as novas tarifas entrarão em vigor a partir de 27 de agosto, com impacto direto nas faturas de energia elétrica.
O impacto do reajuste será mais acentuado para os clientes de baixa tensão, incluindo residenciais e pequenos comércios, com um aumento médio de 12,19%. Especificamente para os consumidores residenciais (Classe B1), a elevação será de 12,24% nas contas. Já os grandes consumidores, como indústrias e empreendimentos de alta tensão, terão um reajuste médio de 4,10%. A medida afeta cerca de 3 milhões de unidades consumidoras em 228 municípios, sendo 223 em São Paulo e cinco no Mato Grosso do Sul.
A recomposição tarifária reflete principalmente o encarecimento da aquisição de energia elétrica no mercado regulado e a elevação dos encargos de transmissão, além dos custos operacionais de distribuição e ajustes financeiros. Estes fatores, que compõem a estrutura tarifária do setor, impulsionaram os aumentos e garantem a cobertura dos custos da distribuidora e a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro da concessão, em linha com a metodologia regulatória da ANEEL.
A deliberação para a Neoenergia Elektro se alinha a uma série de reajustes tarifários anuais aprovados pela ANEEL para outras distribuidoras. Recentemente, a agência homologou um aumento médio de 10,82% para a Celesc-DIS em Santa Catarina (18 de agosto) e de 5,74% para a Energisa Paraíba (24 de agosto). A variação dos percentuais entre as concessionárias reflete as especificidades e a composição de custos de cada uma. No caso da Neoenergia Elektro, não houve benefício de mecanismos de modicidade tarifária, como o Uso do Bem Público (UBP) que atenuou o reajuste da Energisa Paraíba, o que resultou em um repasse mais direto dos custos regulatórios.
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