PetroReconcavo estende contrato com Petrobras para UTG Catu e suspende projeto Miranga
A PetroReconcavo firmou aditivos contratuais com a Petrobras para processamento de gás natural na UTG Catu até 2037, suspendendo a Decisão Final de Investimento (FID) para a UPGN Miranga. O movimento garante previsibilidade operacional e evita um desembolso de US$ 60 milhões, alinhando-se à Nova Lei do Gás.
A PetroReconcavo firmou aditivos contratuais com a Petrobras para estender o prazo de acesso ao processamento de gás natural na Unidade de Tratamento de Gás Natural (UTG) Catu, na Bahia, até 2037. O acordo, comunicado ao mercado pela PetroReconcavo em 19 de agosto (quarta-feira), inclui novas condições comerciais e operacionais e resultou na suspensão da Decisão Final de Investimento (FID) para a construção da UPGN Miranga, um projeto próprio da companhia que demandaria um investimento estimado em US$ 60 milhões.
A garantia de capacidade contratada na UTG Catu, que também envolveu a Brava Energia e a Origem Energia, é estabelecida para o período entre 2028 e 2037. Com isso, a PetroReconcavo assegura a continuidade planejada e previsível do acesso à infraestrutura de processamento de gás, evitando o desembolso de curto prazo para Miranga e liberando capital. Os investimentos já realizados no projeto próprio são preservados, mantendo-o como uma opção estratégica futura.
A decisão da PetroReconcavo se alinha à Nova Lei do Gás (Lei nº 14.134/2021), que promove a negociação do uso de infraestruturas essenciais, e à diretriz regulatória da ANP por maior eficiência no acesso. O acordo consolida o uso da infraestrutura existente da Petrobras, que ganha ao reafirmar a relevância de sua UTG Catu e garantir receita pelo serviço. Produtores independentes, como PetroReconcavo, Brava e Origem, ganham em previsibilidade e redução de custos de investimento. Por outro lado, a suspensão de Miranga pode ser interpretada como um reforço da dependência dos produtores da infraestrutura da Petrobras, levantando questionamentos sobre a diversificação do mercado de processamento de gás.
Este cenário de otimização de ativos já existentes reflete a crescente pressão regulatória da ANP para garantir o acesso e a eficiência das unidades de tratamento de gás, como evidenciado pela recente rejeição do plano da Petrobras para adequar a Unidade de Tratamento de Gás de Caraguatatuba (UTGCA) em julho deste ano, exigindo um novo cronograma otimizado em 30 dias. A ação da PetroReconcavo contribui para a segurança energética regional e impulsiona a economia baiana, com a ação RECV3 negociada a R$ 10,57, com alta de 1,59% no dia.
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