Abrate anuncia R$ 5 milhões em P&D para resiliência climática da transmissão
A Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (ABRATE) destinará R$ 5 milhões em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) para fortalecer a resiliência climática da rede. O investimento, a ser aplicado pelo Instituto ABRATE em 17 meses, visa desenvolver padrões e ferramentas para adequar as redes a eventos extremos, em linha com as diretrizes da ANEEL.
A Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (ABRATE) anunciou um investimento de R$ 5 milhões em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) para fortalecer a resiliência climática da rede de transmissão. O objetivo é desenvolver padrões, metodologias e ferramentas de análise que permitam adequar as infraestruturas brasileiras a eventos climáticos extremos, aumentando a capacidade de resposta do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Os recursos serão aplicados pelo Instituto ABRATE ao longo de 17 meses, contados a partir do anúncio realizado em 20 de agosto de 2026. A iniciativa se alinha à Resolução Normativa ANEEL nº 1.074/2023, que estabelece as diretrizes gerais para projetos de PD&I no setor elétrico. As ações operacionais específicas para os agentes serão definidas e incorporadas às práticas do setor à medida que os padrões e ferramentas forem desenvolvidos.
As empresas de transmissão associadas à ABRATE são as principais beneficiárias diretas, com o fortalecimento de sua infraestrutura contra eventos climáticos, o que reduz riscos operacionais e custos de reparo a longo prazo. Indiretamente, todo o SIN ganha em confiabilidade. A presidente da ABRATE, Talita Porto, destacou que eventos climáticos extremos geram “impactos financeiros relevantes” que afetam a capacidade de investimento do setor. O objetivo é mitigar esses impactos, contribuindo para a estabilidade de custos e a modicidade tarifária.
A ABRATE defende, contudo, a necessidade de aprofundar o debate sobre o reconhecimento regulatório dos investimentos destinados ao aumento da resiliência dos ativos. Este pleito indica uma área de negociação com a ANEEL, pois o reconhecimento regulatório permitiria que esses custos fossem considerados na formação tarifária futura. A iniciativa se alinha à crescente valorização da Pesquisa e Desenvolvimento no setor elétrico brasileiro, com foco em resiliência e digitalização, tema já abordado pelo Radar Energia em julho de 2026, sobre o impulsionamento do armazenamento e digitalização por regulação e P&D.
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