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Radar Energia
AnálisePetróleo & Gás

FPSO Alexandre de Gusmão atinge topo de produção de 180 mil bpd em Mero

O navio-plataforma Alexandre de Gusmão, o quinto em operação no campo de Mero, alcançou sua capacidade máxima de produção de 180 mil barris de óleo por dia (bpd), elevando a capacidade instalada do campo para 770 mil bpd. O marco consolida a eficiência operacional da Petrobras e seus parceiros no pré-sal da Bacia de Santos.

20 de agosto de 2026 às 17:40Fonte oficial: PetrobrasRedação Radar Energia

O navio-plataforma (FPSO) Alexandre de Gusmão, operado pela Petrobras no campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos, atingiu seu topo de produção de 180 mil barris de óleo por dia (bpd) por volta de 19 e 20 de agosto de 2026, conforme comunicado pela companhia. Com a unidade operando em sua capacidade plena, a produção instalada do campo de Mero foi elevada para 770 mil bpd, superando a média de 740 mil bpd registrada no segundo trimestre deste ano.

O FPSO Alexandre de Gusmão iniciou suas operações, com o primeiro óleo, em 24 de maio de 2025, dois meses antes do previsto. A plataforma foi projetada para ser conectada a 12 poços, sendo seis produtores de óleo e seis injetores de água ou gás. Atualmente, conta com cinco poços produtores e três injetores conectados, o que indica um potencial para novas conexões e otimização da infraestrutura nos próximos meses.

A Petrobras, como operadora do consórcio de Mero com 38,6% de participação, é a principal beneficiária deste aumento de volume, consolidando a eficiência operacional e contribuindo diretamente para seus resultados financeiros. Os parceiros Shell Brasil (19,3%), TotalEnergies (19,3%), CNPC (9,65%), CNOOC (9,65%) e Pré-Sal Petróleo S.A. – PPSA (3,5%) também são diretamente impactados pelo incremento de produção. A SBM Offshore é responsável pelo afretamento e operação do FPSO sob contratos de 22,5 anos. O Brent, referência internacional, está cotado hoje a US$ 93,78, valor que influencia diretamente a receita do consórcio.

Este marco operacional em Mero se alinha a uma série de recordes recentes de produção no setor de óleo e gás brasileiro. Em julho de 2026, a Petrobras já havia registrado um novo recorde de produção de 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia no 2T26, e a produção nacional de petróleo e gás natural atingiu um recorde histórico de 5,838 milhões de boed em junho de 2026, conforme noticiado pelo Radar Energia. O alcance do topo de produção em Mero reforça a tendência de crescimento impulsionada pelo pré-sal e a consolidação do Brasil como um ator relevante no cenário global de energia.

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