Petrobras avalia HISEP para desenvolver descoberta em Libra
A Petrobras avalia a aplicação da tecnologia HISEP (separador de gás submarino) para desenvolver uma descoberta no bloco de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, cumprindo um compromisso com a ANP. A iniciativa visa viabilizar reservatórios com alto teor de CO2 e otimizar a produção, reduzindo emissões.
A Petrobras avalia a aplicação da tecnologia HISEP (separador de gás submarino) para desenvolver uma descoberta no bloco de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, como parte de um compromisso com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), conforme comunicado pela companhia.
A tecnologia HISEP permite a separação de óleo e gás rico em CO2 diretamente no leito marinho, com reinjeção do gás no reservatório. Essa abordagem reduz o volume de gás transportado para a unidade flutuante de produção (FPSO), diminuindo a intensidade das emissões de gases de efeito estufa (GEE) e aumentando a capacidade de produção do campo. A avaliação está inserida na revisão do Plano de Avaliação da Descoberta (PAD) do poço 3-BRSA-1267-RJS (PAD Libra Central) e é financiada por obrigações de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D) estabelecidas pela Resolução ANP nº 918/2023.
O Consórcio de Libra, liderado pela Petrobras e incluindo Shell, TotalEnergies, CNPC e CNOOC, tem até abril de 2029 para manifestar sua decisão quanto à assunção do compromisso contingente de perfuração de poço exploratório ou ao encerramento do PAD Libra Central. A primeira unidade HISEP será instalada em 2028 no terceiro módulo de desenvolvimento do campo de Mero (Mero 3), também no bloco de Libra, e será conectada ao FPSO Marechal Duque de Caxias, estabelecendo um precedente operacional para a tecnologia.
A avaliação do HISEP pela Petrobras para reinjeção de CO2 no pré-sal reforça a estratégia da empresa em tecnologias de descarbonização da produção. Esta iniciativa se alinha com o recente contrato da Petrobras com a Halliburton para o projeto piloto de captura e armazenamento de carbono (CCS) em Quissamã (RJ), demonstrando um compromisso contínuo com a redução de emissões.
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