Aneel libera operação comercial de UTE Manaus I com 114,7 MW no Amazonas
A ANEEL liberou a operação comercial de duas unidades geradoras da UTE Manaus I, adicionando 114,786 MW de capacidade instalada ao sistema elétrico a partir desta terça-feira, 1º de setembro de 2026. A decisão, publicada no DOU, reforça o suprimento no subsistema Norte.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) liberou a operação comercial de duas unidades geradoras da Usina Termelétrica (UTE) Manaus I, adicionando 114,786 MW de capacidade instalada ao Sistema Interligado Nacional (SIN) a partir desta terça-feira, 1º de setembro de 2026. A decisão foi formalizada pelo Despacho Nº 3.421, de 31 de agosto de 2026, publicado no Diário Oficial da União (DOU).
Cada uma das unidades, UG1 e UG2, contribui com 57.393,00 kW, totalizando a capacidade liberada. A UTE Manaus I, identificada pelo Código Único de Empreendimentos de Geração (CEG) UTE.GN.AM.035316-7.01, está localizada no município de Manaus, no Amazonas. O despacho da Gerência de Fiscalização da Geração da Superintendência de Fiscalização Técnica dos Serviços de Energia Elétrica da ANEEL fundamenta-se no art. 3º da Portaria nº 6.836, de 21 de junho de 2023, e no Processo nº 48500.025318/2026-36.
A Companhia Energética Amazonense, titular do empreendimento, passa a monetizar a capacidade gerada, enquanto o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) ganha maior flexibilidade e lastro para o despacho no subsistema Norte. Agentes de mercado, como traders e gestores de ativos, precisarão ajustar suas análises de oferta e demanda, incorporando os 114,786 MW térmicos na região. A entrada em operação da usina pode influenciar o Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) no Norte, especialmente em cenários de maior necessidade de acionamento térmico.
Este reforço é particularmente relevante para o subsistema Norte, uma região que frequentemente demanda soluções para a segurança e estabilidade do suprimento elétrico. A disponibilidade dessa geração térmica pode reduzir a necessidade de acionamento de usinas mais caras ou de importação de energia em momentos críticos, contribuindo para a moderação dos preços e a segurança do suprimento regional.
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