UCB Power e Jinko ESS assinam memorando para nacionalizar sistemas de armazenamento
A UCB Power e a Jinko ESS firmaram um memorando de entendimento para cooperar na nacionalização de sistemas de armazenamento de energia (BESS) no Brasil. O acordo visa atender aos requisitos de conteúdo local do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP 2026), buscando qualificar projetos para o 'Produto A' e acessar linhas de financiamento do BNDES.
A UCB Power e a Jinko ESS, gigante chinesa de baterias, assinaram um memorando de entendimento para desenvolver a nacionalização de sistemas de armazenamento de energia (BESS) no Brasil. O movimento, comunicado pela UCB Power, é uma resposta direta às diretrizes do Ministério de Minas e Energia (MME) para o próximo Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP 2026), que exige conteúdo local para uma das modalidades de contratação de potência.
A colaboração foca na industrialização de componentes como packs de baterias, softwares, inversores e infraestrutura, com um plano de montagem inicial e avanço gradual na fabricação. Essa estratégia é crucial para que os projetos se enquadrem nos critérios de conteúdo local definidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e possam concorrer no 'Produto A' do LRCAP 2026, agendado para 2 de dezembro. Empreendimentos com equipamentos importados, por sua vez, disputarão o 'Produto B' em 4 de dezembro, ambos com início de suprimento em 1º de agosto de 2028 e contratos de 15 anos.
A iniciativa das empresas reflete o arcabouço regulatório estabelecido pela Lei nº 15.269/2025, que reconheceu o armazenamento como recurso do sistema elétrico, e pela Portaria Normativa MME nº 136/2026, que instituiu o modelo de contratação exclusivo para baterias. Além disso, a Resolução GECEX nº 512, de janeiro de 2026, unificou a alíquota de importação para Bens de Capital e de Informática e Telecomunicações em 20%, o que, segundo especialistas, pode encarecer equipamentos importados e incentivar a produção local.
A nacionalização pode abrir portas para financiamentos do BNDES, essenciais para a viabilidade de projetos de maior porte e para a competitividade no leilão. Contudo, há preocupação no setor de que a alíquota de importação de 20% possa elevar os custos no curto prazo, impactando o preço da potência contratada e o Encargo de Potência para Reserva de Capacidade (ERCap). A expectativa é que a queda global dos preços das baterias, combinada com incentivos à nacionalização, possa mitigar esse impacto a partir de 2027-2028, favorecendo o desenvolvimento de uma cadeia produtiva local.
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