Copel expande capacidade de geração em 1,8 GW após vitória no LRCAP 2026
A Copel garantiu a expansão de 1.862,8 MW em suas usinas hidrelétricas Foz do Areia e Segredo, após vencer o 2º Leilão de Reserva de Capacidade na Forma de Potência (LRCAP 2026). O investimento de R$ 5 bilhões eleva em 33% a capacidade total de geração da companhia, reforçando a segurança energética do Sistema Interligado Nacional.
A Copel garantiu uma expansão de 1.862,8 MW em sua capacidade de geração, com a instalação de novas unidades nas usinas hidrelétricas (UHEs) Foz do Areia (690,470 MW) e Segredo (1.172,344 MW). O movimento, resultado da vitória da companhia no 2º Leilão de Reserva de Capacidade na Forma de Potência (LRCAP 2026), eleva em 33% o portfólio total de geração da empresa, passando de 6,2 GW para 8,3 GW, conforme comunicado ao mercado.
O investimento previsto para as obras de ampliação é de R$ 5 bilhões, com expectativa de gerar uma receita bruta fixa anual de até R$ 2,6 bilhões por 15 anos a partir do início da operação comercial das novas unidades. As obras foram iniciadas em junho de 2026, com a previsão de que as novas unidades geradoras entrem em operação em agosto de 2030. A viabilidade desses projetos foi assegurada pela renovação das concessões das usinas Foz do Areia, Segredo e Salto Caxias por mais 30 anos em 2024, após a transformação da Copel em corporação.
A adição de potência contribui diretamente para a segurança energética do Sistema Interligado Nacional (SIN), com uma oferta equivalente ao atendimento da demanda de aproximadamente 6 milhões de pessoas. Além disso, a garantia física adicional, de 20,6 MW médios para Foz do Areia e 56,3 MW médios para Segredo, estará disponível para venda no Ambiente de Contratação Livre (ACL), aumentando a oferta para este segmento. Durante a fase de construção, a expansão deve gerar cerca de 2 mil empregos diretos, impulsionando a economia regional.
O LRCAP 2026, promovido pelo governo federal, é um instrumento regulatório fundamental para garantir a disponibilidade de potência no SIN, remunerando a capacidade e não a energia gerada. A estratégia de otimização de ativos hidrelétricos existentes, como as UHEs da Copel, reforça a importância de projetos de brownfield para a segurança do sistema, complementando a crescente participação de fontes intermitentes no mix energético brasileiro. Os custos de TUST para os projetos variam entre R$ 5,75 e R$ 7,19 R$/kW.mês, um componente relevante na estrutura de custos.
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