ABSOLAR propõe agenda para próximo governo com 8 GW em baterias e 18 GW solares
A ABSOLAR apresentou sua agenda para o período 2027-2030, sugerindo a contratação de 8 GW em sistemas de armazenamento por baterias e a expansão de 18 GW em usinas solares. As propostas visam reduzir o desperdício de energia renovável, atender novas cargas eletrointensivas e universalizar o acesso à energia elétrica, com foco na equalização tributária do armazenamento.
A ABSOLAR apresentou em 25 de agosto de 2026 sua agenda de propostas para o próximo governo federal, com foco no período de 2027 a 2030. Entre as principais diretrizes, a entidade propõe a contratação de pelo menos 8 GW em sistemas de armazenamento por baterias e a expansão de 18 GW em grandes usinas solares, buscando reduzir o desperdício de energia renovável e aumentar a flexibilidade do sistema elétrico nacional.
Para o armazenamento, a agenda prevê leilões anuais de reserva de capacidade de neutralidade tecnológica. As propostas incluem ainda a expansão da geração solar para atender novas cargas eletrointensivas, a universalização do acesso à energia renovável para 3 milhões de unidades consumidoras até 2030 e a substituição de 100 mil geradores a diesel por sistemas solares com baterias em sistemas isolados. Um ponto central para a viabilidade dessas metas é a equalização da carga tributária das baterias, que hoje pode atingir 84,8%, mais que o dobro de outras fontes renováveis, encarecendo a tecnologia.
A implementação da agenda pode gerar uma redução do desperdício de energia renovável, o chamado curtailment, que foi estimado em mais de R$ 6 bilhões em 2025, com impacto positivo nos custos operacionais do sistema. A expansão de 18 GW em usinas solares é projetada para atrair R$ 59,4 bilhões em investimentos até 2030, sem a necessidade de novos subsídios, e pode contribuir para a redução de encargos como a CCC e a CDE, beneficiando a modicidade tarifária no longo prazo.
As propostas da ABSOLAR se inserem em um contexto de discussões setoriais mais amplas para o próximo ciclo governamental, alinhando-se à agenda da FASE (Fórum das Associações do Setor Elétrico) divulgada em 18 de agosto de 2026. Além disso, a CCEE já agendou leilões de reserva de capacidade com baterias para dezembro de 2026, indicando que parte da agenda para o armazenamento já tem tração regulatória. Contudo, o principal risco para a concretização das metas, especialmente a de armazenamento, reside na dependência de decisões políticas e legislativas para a equalização tributária das baterias.
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