Brasil deve superar 60 GW de capacidade solar em 2025 com adição de 11,8 GW
O Brasil deve ultrapassar 60 gigawatts (GW) de capacidade instalada em energia solar em 2025, impulsionado pela adição de cerca de 11,8 GW no próximo ano. A expansão reflete o avanço da geração distribuída e a queda nos custos dos sistemas fotovoltaicos.
O Brasil deve superar a marca de 60 gigawatts (GW) de capacidade instalada em energia solar em 2025, impulsionado pela adição de cerca de 11,8 GW à sua capacidade no próximo ano, conforme projeções do setor. Esse crescimento robusto consolida a fonte solar como um pilar fundamental na matriz energética nacional.
A expansão é reflexo de um ambiente regulatório que incentivou a geração distribuída (GD) no país, iniciado com a Resolução Normativa 482/2012 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que criou o sistema de compensação de energia. A REN 687/2015 aprimorou o marco, simplificando procedimentos e expandindo as modalidades de GD, catalisando o crescimento exponencial da fonte.
Atualmente, a capacidade solar instalada no país já ultrapassa 41 GW, representando mais de 17% da matriz elétrica nacional e consolidando a fonte como a segunda maior do Brasil. Essa escalada também é impulsionada pela queda de mais de 80% nos custos dos sistemas fotovoltaicos na última década, tornando a tecnologia cada vez mais competitiva e acessível para consumidores e investidores.
O principal arcabouço legal atual é a Lei nº 14.300/2022, conhecida como Marco Legal da Geração Distribuída, que trouxe segurança jurídica e estabeleceu regras claras para o faturamento e a compensação de energia. A nova legislação incluiu a cobrança gradual da Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD) Fio B para novos projetos de GD que entraram em operação a partir de 2023, buscando equilibrar os custos da rede entre geradores e demais consumidores.
A crescente participação da energia solar contribui para a diversificação da matriz, a segurança energética e a redução da conta de luz para os consumidores-geradores, além de atrair investimentos significativos e gerar empregos na cadeia produtiva. Globalmente, o Brasil se destaca pelo seu potencial solar e pelo ritmo de crescimento na GD, comparável a mercados maduros como Alemanha e Austrália.
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