CNOOC e Petrochina arrematam cargas de Atapu e Bacalhau em leilão spot da PPSA
A Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) concluiu seu 6º Leilão Spot em 3 de junho, com a CNOOC e a Petrochina arrematando, respectivamente, 900 mil barris de petróleo de Atapu e 1 milhão de barris de Bacalhau. Ambos os volumes têm carregamento previsto para agosto de 2026. O certame demonstra a liquidez da comercialização da parcela da União no pré-sal, atraindo grandes players globais interessados no óleo brasileiro.

A Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) concluiu seu 6º Leilão Spot em 3 de junho de 2026, uma quarta-feira, com a CNOOC e a Petrochina como vencedoras. A CNOOC arrematou 900 mil barris de petróleo de Atapu, e a Petrochina garantiu 1 milhão de barris do campo de Bacalhau, conforme comunicado pela PPSA.
As cargas, negociadas pelo mecanismo de venda ágil da parcela da União no pré-sal, têm carregamento previsto para agosto de 2026. O processo de ofertas de preço ocorreu em tempo real, durante uma reunião online com representantes das empresas, utilizando o Brent datado como referência para a precificação do óleo.
Os leilões spot, como o 6º certame, são um instrumento consolidado pela PPSA para a comercialização do petróleo da União, sob o regime de partilha de produção. Eles complementam as vendas de longo prazo, assegurando liquidez e preços de mercado para o óleo estatal. A PPSA já havia comercializado, em duas etapas do 5º Leilão Spot, dois milhões de barris de petróleo da União do campo de Bacalhau: um milhão para a Equinor em janeiro e outro milhão para a Petrochina em abril deste ano.
Além da CNOOC e da Petrochina, o certame atraiu outras gigantes do setor, como Equinor, ExxonMobil, Galp e Petrobras, o que demonstra o forte interesse global pelo petróleo brasileiro do pré-sal. A PPSA, gestora dos contratos de partilha e comercializadora da parcela da União, é uma empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), com o objetivo de maximizar o valor dos recursos para o país.
A criação da PPSA e seu mandato de comercialização são fundamentados na Lei nº 12.304/2010, que autorizou sua instituição, e no Decreto nº 8.063/2013, que a efetivou. Esse arcabouço legal estabelece o regime de partilha de produção para as áreas do pré-sal e áreas estratégicas, determinando que a União receba uma parcela do óleo produzido, a ser gerida e comercializada pela estatal.
Os campos de Atapu e Bacalhau são cruciais para a produção do pré-sal brasileiro. Atapu já possui uma produção consolidada, enquanto Bacalhau, operado pela Equinor, é um dos maiores projetos em desenvolvimento, com potencial para adicionar volumes substanciais à produção nacional. As cargas arrematadas representam volumes consideráveis no mercado spot, o que reforça a atratividade e a competitividade do petróleo do pré-sal brasileiro no mercado global.
A venda dessas cargas pela PPSA contribui diretamente para a arrecadação da União, com recursos direcionados ao Fundo Social, que financia áreas prioritárias como educação e saúde. A participação de grandes empresas internacionais como CNOOC e Petrochina sinaliza confiança no ambiente de negócios e na qualidade do produto, e pode atrair mais investimentos futuros para o setor.
Os valores exatos das ofertas vencedoras, que têm o Brent datado como referência, serão divulgados pela PPSA 15 dias após o embarque das cargas, previsto para agosto de 2026. A estatal mantém um calendário regular de leilões spot e vendas de longo prazo, o que garante novas oportunidades de comercialização da parcela da União e mantém o fluxo de receita e a dinâmica do mercado de petróleo do pré-sal.
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Matéria redigida pela redação IA do Radar Energia a partir do documento da fonte. Consulte o original para validação técnica e jurídica.
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