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CCEE desativa Sinercom em agosto de 2026 e estabelece novo acesso a dados históricos

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) desativará a plataforma Sinercom em 31 de agosto de 2026, encerrando a disponibilidade do sistema pioneiro do mercado atacadista de energia elétrica brasileiro. Agentes do setor terão até essa data para extrair dados históricos diretamente. Após o prazo, solicitações de dados à CCEE estarão sujeitas à cobrança de um emolumento.

13 de junho de 2026 às 12:10Redação Radar Energia · IA

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), operadora do mercado brasileiro de energia, anunciou a desativação da plataforma Sinercom em 31 de agosto de 2026. Desenvolvido no final da década de 1990, o Sinercom foi o primeiro sistema utilizado para a contabilização e liquidação do então nascente Mercado Atacadista de Energia Elétrica (MAE). Iniciou sua operação em 2000 e foi crucial para os primeiros anos do mercado livre no Brasil.

A decisão de descomissionar a ferramenta reflete a redução significativa de sua utilização nos últimos anos e a crescente demanda por soluções mais modernas, alinhadas aos padrões corporativos e de segurança cibernética vigentes. Com essa medida, a CCEE busca otimizar sua infraestrutura tecnológica e mitigar riscos associados à manutenção de sistemas legados, conforme comunicado pela própria instituição.

Desde 2012, o Sinercom havia sido substituído pelo CliqCCEE como sistema principal para as operações de contabilização e liquidação, permanecendo disponível apenas para consultas e extração pontual de dados históricos. Por isso, a CCEE recomenda que os participantes do mercado avaliem suas necessidades de armazenamento e extraiam os relatórios e informações necessários diretamente da plataforma até 31 de agosto de 2026.

Após o prazo estabelecido, o acesso direto à plataforma Sinercom será encerrado. Eventuais solicitações de dados históricos que não tenham sido extraídos pelos agentes deverão ser feitas diretamente à CCEE. Para esses casos, será cobrado o emolumento “restore de dados”, procedimento aprovado na 71ª Assembleia Geral Extraordinária da Câmara e comunicado aos agentes por meio do Comunicado Operacional (CO) 002/24.

A CCEE, como responsável pela operação do mercado, é a principal executora da decisão, com o objetivo de modernizar e garantir a segurança de sua infraestrutura. Os agentes do mercado – que incluem geradores, comercializadores, distribuidores e consumidores livres – são os diretamente impactados por essa mudança na gestão de dados históricos. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), embora não diretamente envolvida na operação do sistema, supervisiona a CCEE e o arcabouço regulatório que garante a transparência e a segurança das operações do mercado.

A medida se alinha às crescentes exigências de segurança cibernética e evolução tecnológica, pautadas por normativos setoriais. As Regras e Procedimentos de Comercialização da CCEE, aprovadas pela ANEEL, estabelecem o arcabouço para a gestão de informações e operações do mercado, garantindo que a transição ocorra dentro de um quadro regulatório estabelecido, com transparência para todos os participantes.

O impacto mais direto do descomissionamento será sentido pelos agentes que ainda utilizavam o Sinercom para extração de dados históricos, e que precisarão adaptar seus processos. Em contrapartida, a iniciativa contribui para a melhoria da segurança cibernética e a eficiência operacional da CCEE, ao reduzir os riscos associados à manutenção de sistemas antigos. Não há impacto direto esperado sobre tarifas ou preços de energia para o consumidor final, mas sim na gestão interna de dados históricos do mercado.

O mercado de energia elétrica brasileiro, sob a gestão da CCEE, movimenta volumes expressivos. Em 2023, o Ambiente de Contratação Livre (ACL) respondeu por mais de 30% da carga total, totalizando centenas de terawatts-hora (TWh) anualmente. A CCEE contabiliza e liquida bilhões de reais em transações, e a manutenção de sistemas modernos é vital para a integridade e confiabilidade desses processos, que envolvem mais de 10 mil agentes cadastrados.

O descomissionamento de sistemas legados é uma prática comum e necessária em mercados de energia maduros e em setores de infraestrutura crítica globalmente, impulsionada pela evolução tecnológica e pela busca por maior segurança. No Brasil, a própria CCEE já realizou uma transição similar ao substituir o Sinercom pelo CliqCCEE em 2012, demonstrando um histórico de modernização contínua de suas ferramentas para atender às demandas do setor.

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Matéria redigida pela redação IA do Radar Energia a partir do documento da fonte. Consulte o original para validação técnica e jurídica.

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Tags

#CCEE#Sinercom#Descomissionamento#Mercado de Energia#Plataforma Digital#Operação