Petróleo Brent fecha abaixo de US$ 100 após correção em meio a tensões no Oriente Médio
Os contratos futuros do petróleo Brent caíram 3,88% em 24 de julho, fechando a US$ 96,78 por barril, em um movimento de correção após dias de forte alta impulsionada por tensões geopolíticas no Oriente Médio. A queda, contudo, não alivia a pressão sobre a política de preços doméstica e a manutenção do Imposto de Exportação.
Os contratos futuros do petróleo fecharam em queda na última sexta-feira (24), com o tipo Brent, referência mundial, recuando 3,88% para US$ 96,78 por barril na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI, referência americana, também cedeu 3,12%, cotado a US$ 89,31 por barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), segundo informações divulgadas pela Abegás, citando o Valor Online.
A desvalorização representa um movimento de correção após a forte escalada de preços observada nos dias anteriores, quando o Brent chegou a superar a marca de US$ 100 por barril. A alta foi impulsionada por uma intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio, incluindo ataques a navios sauditas no Mar Vermelho e a escalada de confrontos entre Estados Unidos e Irã, que geraram preocupações com a oferta global de petróleo.
Apesar da correção pontual no mercado internacional, o cenário doméstico de combustíveis permanece sob pressão. A Camex (Gecex) manteve a cobrança de 12% do Imposto de Exportação sobre o petróleo, medida criticada pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) por prejudicar a competitividade do país. Paralelamente, as isenções de PIS e Cofins sobre GLP e Querosene de Aviação (QAV) foram prorrogadas até 31 de julho de 2026, com o governo avaliando sua continuidade ou remoção iminente.
A valorização do petróleo, mesmo em cenário de volatilidade, beneficiou o governo, que distribuiu R$ 36,5 bilhões em royalties de petróleo e gás natural no primeiro semestre de 2026, superando em 35% a projeção inicial. Produtoras como Petrobras e PRIO também tendem a se beneficiar da valorização do barril. No entanto, importadores de combustíveis, representados pela Abicom, perdem competitividade devido à defasagem dos preços da Petrobras em relação ao mercado internacional, que em 22 de julho era de 52% para a gasolina e 67% para o diesel. Consumidores de energia elétrica enfrentam o risco de aumento nas tarifas em 2026, com projeções de alta entre 5,4% e 8%, impulsionadas por encargos setoriais e o uso de termelétricas.
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