Brava Energia comunica queda de 1,09% na produção em agosto
A Brava Energia informou sua produção preliminar de agosto de 2026, atingindo 81.642 barris de óleo equivalente por dia (boe/d), uma redução de 1,09% em relação a julho. A queda foi impulsionada por uma parada programada no campo de Papa-Terra, já normalizado.
A Brava Energia comunicou nesta quinta-feira (4) seus dados preliminares de produção para agosto de 2026, registrando um volume total de 81.642 barris de óleo equivalente por dia (boe/d). O número representa uma queda de 1,09% em comparação com os 82.593 boe/d produzidos em julho, refletindo principalmente uma parada programada no campo de Papa-Terra, conforme apuração do Radar Energia com base nos dados da companhia.
A produção de óleo da Brava recuou 1,6% no mês, para 62.481 barris por dia (bpd), enquanto a produção de gás se manteve estável em 19.161 boe/d. A interrupção em Papa-Terra, concluída em 7 de agosto, levou a uma redução de 22% na produção desse ativo, que passou de 10.180 bpd em julho para 7.927 bpd em agosto. Contudo, a companhia destacou que o campo já opera em níveis normalizados, e outros ativos, como Parque das Conchas, avançaram 31% para 8,9 mil boe/d, e Potiguar aumentou 1% para 20,9 mil boe/d, impulsionado pela reinjeção de vapor.
A divulgação desses dados operacionais ocorre em um momento estratégico para a Brava Energia, logo após o leilão da Oferta Pública de Aquisição (OPA) pela Ecopetrol, que ocorreu em 5 de agosto, e cuja liquidação se deu em 17 de agosto. A leve queda, atribuída a uma manutenção programada, demonstra a capacidade da companhia de gerenciar interrupções e mitigar perdas, em um cenário setorial misto. Para contextualizar, a PRIO registrou uma queda mais acentuada de 5,2% na produção média diária em agosto, também por paradas, enquanto a Petrobras alcançou um recorde de 3,34 milhões de boe/d no segundo trimestre de 2026. O preço do barril de Brent, referência internacional, estava em torno de US$ 95,03 a US$ 95,14 nesta quinta-feira.
A performance da Brava, com a rápida normalização de Papa-Terra e o avanço em Potiguar, será um ponto de atenção para a Ecopetrol e o mercado, influenciando a percepção sobre a eficiência da integração e o potencial de valorização dos ativos no portfólio da controladora colombiana. A gestão operacional para estabilizar e, futuramente, incrementar os volumes de óleo e gás será crucial para a estratégia de consolidação da Ecopetrol no Brasil.
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