Produção da PRIO recua 5,2% em agosto com paradas operacionais
A PRIO registrou uma queda de 5,2% na produção média diária de petróleo em agosto, totalizando 186,1 mil boepd, e as vendas de óleo recuaram 15,2% no mês. Os resultados foram impactados por paradas programadas e interrupções em poços, apesar da entrada em operação de novas unidades.
A PRIO (PRIO3) informou ao mercado uma queda na sua produção consolidada de petróleo em agosto de 2026, com o volume médio diário atingindo 186,1 mil barris de óleo equivalente (boepd). O número representa um recuo de 5,2% em relação à produção de julho. As vendas totais de óleo da companhia também somaram 5,38 milhões de barris no período, uma redução de 15,2% na comparação mensal, conforme comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A retração nos volumes operacionais é atribuída a paradas programadas e interrupções pontuais. A empresa citou uma parada parcial em Albacora Leste e problemas nos poços OGX-44HP (cluster Bravo) e C-16 (Peregrino), cujos reparos foram concluídos no final de agosto. Essa queda contrasta com o desempenho do segundo trimestre de 2026, quando a PRIO reportou lucro líquido robusto e o início da produção de novos poços em Wahoo e Isolado, que contribuíram para mitigar parte da baixa.
Analistas de mercado reagiram aos dados, com o Itaú BBA avaliando a queda como "ligeiramente negativa" e a XP Investimentos como "negativa". A volatilidade operacional é uma característica inerente ao setor de exploração e produção (E&P) e exige que investidores reavaliem suas projeções financeiras. Apesar da redução nos volumes, a PRIO se beneficia do cenário de preços elevados do petróleo Brent, que opera em US$ 95,80 por barril hoje, o que tende a compensar parcialmente a perda de receita.
A companhia, assim como outros produtores independentes, continua sob a pressão regulatória da extensão do imposto de 12% sobre as exportações de petróleo, um fator que pode impactar o EBITDA. O mercado agora aguarda os dados operacionais de setembro para avaliar a recuperação da produção após a conclusão dos reparos e a plena contribuição dos novos poços, que serão cruciais para estabilizar e retomar o crescimento dos volumes.
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