Shell adquire participação em blocos exploratórios da bp no pré-sal e Golfo do México
A Shell formalizou a aquisição de participações minoritárias em dois prospectos exploratórios operados pela bp, um no pré-sal da Bacia de Santos, no Brasil, e outro no Golfo do México, nos EUA, em um movimento que visa otimizar os portfólios e compartilhar riscos em ativos de alto potencial.
A Shell formalizou a aquisição de participações minoritárias em dois prospectos exploratórios operados pela bp, conforme anunciado em 2 de setembro de 2026. A petroleira holandesa passa a deter 50% do bloco Tupinambá, localizado no pré-sal da Bacia de Santos, no Brasil, e 30% do prospecto Conifer, na província Paleógena em águas profundas do Golfo do México, nos Estados Unidos. A bp manterá a operação e as participações remanescentes de 50% e 70%, respectivamente, em cada ativo, enquanto a conclusão da transação para o Tupinambá está condicionada à aprovação regulatória do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A parceria reflete a estratégia da bp de otimizar seu portfólio e adotar uma alocação de capital disciplinada, visando uma empresa mais simples e valiosa, ao mesmo tempo em que a Shell fortalece sua presença em regiões exploratórias estratégicas de águas profundas. O bloco Tupinambá foi arrematado pela bp com 100% de participação em dezembro de 2023, no 2º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção da ANP, regime sob o qual a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) gerencia o contrato em nome da União. A perfuração do poço exploratório de Tupinambá deve ser iniciada em breve, com a fase exploratória com vencimento previsto para 27 de maio de 2031, enquanto o poço inicial de Conifer está previsto para 2027.
A entrada da Shell como parceira minoritária é uma estratégia comum no segmento de Exploração e Produção (E&P) para diluir a exposição de capital e o risco exploratório em ativos de alto potencial e elevado custo, como o pré-sal e águas ultraprofundas. Para a bp, a transação libera capital, mantendo o controle operacional. Para a Shell, expande seu portfólio sem o ônus de ser operadora inicial. Embora os termos financeiros não tenham sido divulgados, o movimento pode acelerar o cronograma de perfuração e, em caso de sucesso, o desenvolvimento futuro do Tupinambá, com implicações de longo prazo para a oferta de petróleo e gás no Brasil e para a segurança energética nacional.
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