ONS não aciona plano de corte de geração após alerta a distribuidoras
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que não foi necessário realizar cortes de geração em usinas conectadas às redes de distribuição no último fim de semana, encerrado em 30 de agosto, apesar de ter sinalizado a possibilidade de acionamento do Plano de Gestão de Excedentes.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que não houve necessidade de realizar cortes de geração em usinas conectadas às redes de distribuição no último fim de semana, encerrado em 30 de agosto, apesar de ter sinalizado a possibilidade de acionamento do Plano de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição.
A não ativação do plano, um mecanismo de último recurso aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) em 2025, ocorre em um cenário de crescente preocupação com excedentes de energia, impulsionado pela rápida expansão da micro e minigeração distribuída (MMGD), que já soma cerca de 50 GW de capacidade instalada no país. O ONS já havia acionado o plano duas vezes em 2026, em 7 de junho e 23 de agosto, gerenciando 1.000 MW em cada ocasião.
O Plano de Gestão de Excedentes prevê a restrição da geração de usinas Tipo 3 — PCHs, biomassa, eólicas e solares de menor porte — conectadas às redes de distribuição, sendo as concessionárias responsáveis por executar os cortes após comunicação do ONS. A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) tem cobrado do operador procedimentos mais detalhados e critérios claros para garantir segurança operacional e jurídica aos geradores afetados.
A capacidade instalada de MMGD e as projeções do Plano da Operação Energética 2026-2030 (PEN 2026) do ONS, que aponta para um 'curtailment' (corte em fontes renováveis) de até 40 GW em picos, com média mensal entre 2 GW e 3 GW de agosto a outubro, indicam que a pressão por cortes de geração é estrutural. A não necessidade de intervenção direta no último fim de semana alivia temporariamente geradores e distribuidoras, mas o risco operacional permanece latente para as fontes renováveis conectadas à distribuição.
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