Petróleo dispara com escalada de tensões entre EUA e Irã no Estreito de Ormuz
Os contratos futuros de petróleo registraram forte alta nesta terça-feira (1º) e quarta-feira (2), com o Brent superando US$ 97 por barril, impulsionados pelos novos ataques aéreos dos Estados Unidos contra alvos iranianos e ameaças de retaliação, elevando o prêmio de risco geopolítico no mercado global de energia.
Os contratos futuros de petróleo registraram forte alta nesta terça-feira (1º) e quarta-feira (2), com o Brent, referência mundial, superando US$ 97 por barril, em meio à escalada das tensões militares entre Estados Unidos e Irã no Estreito de Ormuz. No fechamento do dia 1º, o Brent com vencimento em novembro teve alta de 4,60%, cotado a US$ 94,65 por barril na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI (referência americana) com entrega para outubro subiu 5,20%, atingindo US$ 90,22 por barril, conforme dados da ABEGÁS, que citou o Valor Online.
A intensificação do conflito é marcada por novos bombardeios dos EUA contra alvos iranianos próximos ao Estreito de Ormuz, em retaliação a tentativas iranianas de atacar navios comerciais na região. A imprensa iraniana informou que Teerã pretende responder aos ataques, e o presidente americano, Donald Trump, prometeu uma ofensiva ainda maior em caso de retaliação. O Estreito de Ormuz é uma rota vital para o transporte global de petróleo.
A valorização do petróleo, que já vinha em escalada desde julho de 2026, aprofunda a pressão sobre a política de preços de combustíveis no Brasil, especialmente para a Petrobras. Empresas de exploração e produção (E&P) como Petrobras, Chevron e Exxon Mobil são beneficiadas pela alta do barril. Em contrapartida, consumidores finais, o agronegócio e indústrias dependentes de combustíveis e fretes enfrentam custos operacionais mais elevados.
Este cenário de escalada militar no Golfo Pérsico eleva o risco de uma interrupção prolongada no Estreito de Ormuz, o que teria consequências severas para o abastecimento global de energia. A continuidade das hostilidades pode reacender temores de pressão inflacionária global e impactar diretamente os custos de combustíveis e, indiretamente, a energia elétrica em países com matrizes dependentes de termelétricas a óleo.
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