EIA informa queda semanal em preços de gasolina e diesel nos EUA, mas alta anual persiste
A U.S. Energy Information Administration (EIA) publicou a edição de 1º de setembro de 2026 do Petroleum Marketing Monthly (PMM), revelando quedas semanais nos preços médios da gasolina e do diesel nos EUA. Contudo, os valores permanecem significativamente mais altos em comparação com agosto de 2025, indicando uma pressão contínua de custos no mercado de derivados.
Os preços médios da gasolina regular e do diesel rodoviário nos Estados Unidos registraram quedas pontuais na última semana de agosto, conforme a edição de 1º de setembro de 2026 do Petroleum Marketing Monthly (PMM) da U.S. Energy Information Administration (EIA). A gasolina regular fechou em US$ 4,071 por galão em 31 de agosto, uma redução de 1,4 centavos em relação à semana anterior, enquanto o diesel rodoviário atingiu US$ 5,599 por galão, com queda de 5,3 centavos na mesma comparação semanal.
Apesar do alívio marginal observado na semana, o relatório da EIA sublinha a persistência de custos elevados no mercado de derivados. Em comparação anual, a gasolina regular estava US$ 0,894 por galão mais cara que em agosto de 2025, e o diesel rodoviário acumulava um acréscimo de US$ 1,865 por galão no mesmo período. Regionalmente, a Costa Oeste (PADD5) registrou a gasolina mais cara, com média de US$ 5,206 por galão, enquanto a Costa do Golfo (PADD3) apresentou a mais baixa, em US$ 3,618 por galão.
Os dados da EIA, que não são normativos, funcionam como um termômetro crucial para o mercado global de derivados, influenciando expectativas de custos e estratégias de agentes. Esse cenário de preços elevados se alinha às projeções da Agência Internacional de Energia (IEA), que em agosto de 2026 já havia revisado para baixo a demanda e oferta global de petróleo, prevendo um déficit de 1,8 milhão de barris e recuperação apenas em 2027. O Brent, referência internacional, foi cotado a US$ 92,68 em 1º de setembro de 2026, com o dólar comercial a R$ 5,173 na mesma data.
Para o Brasil, a persistência de preços internacionais elevados mantém a pressão sobre a política de paridade de importação da Petrobras e a necessidade de intervenções governamentais. O governo brasileiro tem respondido com medidas como a prorrogação da subvenção de R$ 0,44 por litro da gasolina 'A' até 9 de setembro de 2026 e a manutenção do imposto de 12% sobre a exportação de petróleo bruto por mais 60 dias, a partir de julho, buscando mitigar o repasse integral aos consumidores e controlar a inflação.
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