Aneel aprova edital de leilão de transmissão com R$ 8,9 bilhões em investimentos
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o edital do Leilão de Transmissão nº 4/2026, que prevê R$ 8,9 bilhões em investimentos para expandir a infraestrutura elétrica em sete estados. O certame, agendado para 30 de outubro, licitará projetos que somam 1.866 km de linhas e 13.564 MVA em capacidade de transformação, visando integrar novas fontes de geração e atender ao crescimento da demanda.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o edital do Leilão de Transmissão nº 4/2026, formalizando as condições para a licitação de R$ 8,9 bilhões em projetos de expansão da rede elétrica nacional. O certame, cuja sessão pública está agendada para 30 de outubro de 2026, visa contratar a construção de 1.866 km de novas linhas de transmissão e seccionamentos, além da instalação de 13.564 MVA em capacidade de transformação, conforme o Despacho ANEEL n° 2.266/2026.
Os projetos estão distribuídos em sete estados – Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rondônia e São Paulo – e são cruciais para integrar novas fontes de geração ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e atender ao crescimento da demanda. O edital, aprovado em 22 de junho após a Consulta Pública nº 006/2026, que acatou 94 das 258 contribuições recebidas, será agora encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU) para análise, etapa mandatória que confere legalidade e transparência ao processo licitatório.
O investimento estimado de R$ 8,9 bilhões representa um ajuste em relação a projeções iniciais que variavam entre R$ 11,3 bilhões e R$ 22 bilhões para o segundo leilão de transmissão de 2026. Para fomentar a competitividade, o maior empreendimento do certame, o Lote 4, avaliado em R$ 4,1 bilhões, foi dividido em dois sublotes, uma estratégia já utilizada em leilões anteriores para maximizar o deságio e atrair mais participantes, beneficiando indiretamente os consumidores com modicidade tarifária, como observado no primeiro leilão de transmissão de 2026, que gerou economia estimada em R$ 7,6 bilhões.
Uma decisão notável no edital foi a retirada do lote de interligação elétrica com a Bolívia. A Aneel justificou a exclusão pela necessidade de aprofundar os estudos sobre o sistema elétrico boliviano e alinhar os cronogramas de implantação dos projetos nos dois países. Essa medida sinaliza desafios técnicos ou diplomáticos na coordenação de projetos transfronteiriços, postergando a expansão da capacidade de intercâmbio energético e a integração regional de sistemas elétricos.
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