Secretário de Energia dos EUA projeta queda nos preços da gasolina após o verão
O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, indicou que os preços da gasolina devem cair nas próximas semanas, citando o fim da temporada de verão e as mudanças nos requisitos de mistura para refinarias. A projeção é amparada por dispensas temporárias da EPA para a gasolina E10 e mandatos recordes de biocombustíveis, visando aumentar a oferta e aliviar custos para consumidores.
Os preços da gasolina nos Estados Unidos devem registrar queda nas próximas semanas, segundo projeção do secretário de Energia dos EUA, Chris Wright. A expectativa é impulsionada pelo fim da temporada de verão no Hemisfério Norte e por alterações nas exigências de mistura de combustíveis para as refinarias, em um movimento coordenado para estabilizar o mercado doméstico.
Para reforçar a oferta, a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA), em coordenação com o Departamento de Energia (DoE), autorizou dispensas temporárias para a venda de gasolina E10 (com 10% de etanol) sob condições mais flexíveis. A medida, válida de 1º a 15 de setembro de 2026, visa adicionar centenas de milhares de barris por dia à oferta doméstica e otimizar a logística de distribuição. Paralelamente, a EPA estabeleceu obrigações recordes de biocombustíveis para 2026 e 2027, com 26,81 bilhões e 27,02 bilhões de RINs, respectivamente, impulsionando a demanda por etanol e outros produtos agrícolas.
A projeção de Wright surge em um cenário de volatilidade, onde o preço médio nacional da gasolina comum atingiu US$ 4,14 por galão em 6 de setembro de 2026, um aumento de 38% em relação ao período pré-guerra. Embora a U.S. Energy Information Administration (EIA) tenha reportado quedas semanais recentes, a alta anual persiste. O mercado internacional de petróleo também pressiona, com o Brent negociado a cerca de US$ 97,50 por barril em 7 de setembro de 2026, influenciado por tensões geopolíticas no Irã, o que pode mitigar o alívio nos preços domésticos.
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