Cemaden aponta riscos geo-hidrológicos; setor elétrico intensifica monitoramento
A previsão de riscos geo-hidrológicos do Cemaden para 5 de setembro de 2026 serve como insumo para o setor elétrico intensificar a aplicação de mecanismos e diretrizes operacionais já existentes, visando aprimorar a resiliência do Sistema Interligado Nacional (SIN) e a gestão de riscos frente a cenários climáticos desafiadores, sem introduzir novas regras ou limites específicos.
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) publicou a previsão de riscos geo-hidrológicos para 5 de setembro de 2026, apontando cenários de risco hidrológico e geológico em diversas regiões do país. O relatório, divulgado em Gov.br, é um insumo vital para o setor elétrico, que, em resposta, intensifica o monitoramento contínuo das condições hidrometeorológicas e reforça mecanismos operacionais e regulatórios já estabelecidos para a gestão do Sistema Interligado Nacional (SIN).
As informações do Cemaden são incorporadas pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) em suas deliberações sobre o aperfeiçoamento de mecanismos como a Resposta da Demanda, enquanto o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) as integra em seus estudos de planejamento e operação. Para setembro de 2026, o ONS projeta uma alta de 6,5% na demanda de energia do país, indicando a necessidade de despacho da totalidade dos recursos termelétricos e a utilização da reserva de potência operativa para garantir a segurança do SIN. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) solicita planos de contingência de distribuidoras, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, conforme diretrizes do Ofício Circular nº 5/2025 e resoluções como a RN ANEEL nº 1.137/2025, que trata de manejo de vegetação.
Esse cenário de maior dependência de fontes mais caras para garantir o suprimento, em um contexto de incertezas hidrológicas, tende a pressionar o Custo Marginal de Operação (CMO) e, consequentemente, o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) nos submercados. Atualmente, o PLD no Sudeste/Centro-Oeste está em R$ 113,68/MWh. Geradores termelétricos podem se beneficiar do maior despacho, enquanto consumidores livres e distribuidoras no Ambiente de Contratação Regulada (ACR) podem enfrentar custos de energia mais elevados. A previsão do Cemaden se soma a alertas climáticos mais amplos, como a alta probabilidade de um El Niño “muito forte” até 2027, conforme projeções do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), elevando o risco hidrológico para o setor.
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