Compass aprova recompra de até 1,86% das ações em circulação
O conselho de administração da Compass Gás e Energia aprovou um programa de recompra de até 3,2 milhões de ações ordinárias, o equivalente a cerca de 1,86% dos papéis em circulação. A operação, com duração de 18 meses, visa otimizar a estrutura de capital e sinaliza confiança da gestão na avaliação da companhia.
O conselho de administração da Compass Gás e Energia aprovou um programa de recompra de ações que permitirá a aquisição de até 3,2 milhões de ações ordinárias, representando aproximadamente 0,44% do total de ações emitidas pela companhia e cerca de 1,86% dos papéis atualmente em circulação no mercado. A decisão foi comunicada ao mercado por meio de um Fato Relevante arquivado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em 13 de agosto.
O programa de recompra teve início em 14 de agosto de 2026 e se estenderá por um prazo máximo de 18 meses, com término previsto para 14 de fevereiro de 2028. As ações serão adquiridas a preços de mercado na B3 e mantidas em tesouraria, podendo ser posteriormente canceladas, alienadas ou utilizadas para fazer frente a obrigações de planos de remuneração baseados em ações. Os recursos financeiros para a execução do programa provirão das reservas de capital da Compass, que somavam R$ 1,857 bilhão em 30 de junho de 2026.
A administração da companhia avaliará o momento mais oportuno para realizar as aquisições, considerando as condições macroeconômicas e estratégicas vigentes. Segundo a Compass, a execução do programa não afetará sua capacidade de pagamento de obrigações com credores ou o cumprimento do pagamento de dividendos mínimos obrigatórios, citando uma “posição de liquidez confortável e nível de alavancagem controlado” em comunicado ao mercado.
Para o setor, a medida sinaliza a confiança da gestão na avaliação atual da companhia e busca otimizar a estrutura de capital, distribuindo valor aos acionistas. A redução do número de ações em circulação tende a aumentar o lucro por ação (EPS) e oferece flexibilidade para futuras operações corporativas. Esse movimento se alinha a uma tendência observada em outras grandes empresas do setor de energia, que têm buscado retornar valor aos acionistas por meio de diferentes mecanismos financeiros.
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