Copel intensifica contingência contra Super El Niño com foco na rede do Paraná
A Copel reforça suas operações e ações preventivas para o último quadrimestre de 2026, período de maior risco do Super El Niño, com foco na resiliência da rede de distribuição no Paraná. A companhia mobiliza mais de 3 mil profissionais e intensifica a inspeção e poda de árvores, em um esforço para mitigar interrupções de serviço.
A Copel intensifica suas ações operacionais e preventivas para o último quadrimestre de 2026, preparando sua rede de distribuição no Paraná para os impactos do Super El Niño, com novembro apontado como o mês mais crítico. A companhia informa que reforça a inspeção e poda de árvores e mobiliza mais de 3 mil profissionais em 552 equipes pesadas para garantir a resiliência do serviço, conforme comunicado da empresa.
No primeiro semestre de 2026, a Copel inspecionou 571 mil árvores e realizou 257 mil podas, um aumento de 12% em relação ao ano anterior, conforme a própria companhia. As projeções meteorológicas do Simepar indicam volumes de chuva até 200 mm acima da média no Sudoeste do Paraná e até 150 mm no Oeste e Litoral para o período de setembro a dezembro, exigindo um planejamento que inclui o deslocamento antecipado de recursos para reconstrução de redes.
Enquanto as ações da Copel focam na resiliência da rede local, o Super El Niño gera uma preocupação regulatória mais ampla, com a ANEEL organizando um seminário em 20 de agosto para discutir a resiliência do setor elétrico brasileiro. A persistência do fenômeno, com 96% de probabilidade no verão 2026/2027, já se reflete no cenário hidrológico, com a ENA Sul em 256% da MLT, o que tende a pressionar o PLD para baixo no submercado Sul, atualmente em R$ 185,41/MWh. A Copel monitora essa dinâmica para otimizar a compra de energia e gerenciar lacunas de GSF.
O plano da Copel se alinha a um esforço setorial maior para mitigar os efeitos do El Niño. O CMSE já antecipou a operação de 1,8 GW de termelétricas para setembro de 2026 para reforçar a segurança do SIN, e o ONS publicou instruções para operação em contingência na interligação Sul/Sudeste. Essas medidas sistêmicas, ao contrário das ações da distribuidora, impactam diretamente a oferta e a segurança do SIN, influenciando o balanço energético e a curva de preços no país.
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