EPE aponta potencial de mini GD em usinas de cana de pequeno porte na entressafra
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) publicou um Fact Sheet que avalia o potencial de geração distribuída em usinas de cana-de-açúcar de pequeno porte. O estudo foca na otimização de ativos durante a entressafra, utilizando biomassas residuais para a produção de bioeletricidade e diversificação de receitas.
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) divulgou, em 6 de agosto, um Fact Sheet que aponta o potencial para usinas de cana-de-açúcar de pequeno porte gerarem energia elétrica via mini geração distribuída. O estudo, que não estabelece novas regras, analisa a viabilidade de sistemas de geração renovável ou cogeração qualificada, com potência entre 75 kW e 5 MW, aproveitando ativos existentes e biomassas residuais durante a entressafra da cana.
O documento da EPE identifica um mecanismo que permite a essas usinas diversificar suas fontes de receita, complementando a produção principal de açúcar e etanol. Ao utilizar resíduos da cana para gerar bioeletricidade, especialmente fora do período de safra, as unidades podem otimizar a infraestrutura e reduzir a ociosidade, melhorando a resiliência financeira e diminuindo a vulnerabilidade às flutuações de preços das commodities agrícolas.
A expansão da geração distribuída a partir de biomassa de cana, conforme o potencial apontado pela EPE, contribui para a segurança e o equilíbrio da matriz elétrica brasileira, oferecendo uma fonte firme e renovável. O arcabouço legal para essa modalidade é a Lei nº 14.300/2022, que instituiu o Marco Legal da Microgeração e Minigeração Distribuída, consolidando as regras e buscando maior previsibilidade para o segmento.
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