EPE lança análise de biocombustíveis 2025 com destaque para biometano
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) lança nesta segunda-feira a 'Análise de Conjuntura dos Biocombustíveis – Ano Base 2025', um documento técnico que sintetiza as tendências do mercado de renováveis no Brasil. A publicação, com artigo especial sobre biometano, serve como subsídio para a implementação da Lei do Combustível do Futuro e o planejamento da descarbonização.
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) lança nesta segunda-feira (10), no Rio de Janeiro, a 'Análise de Conjuntura dos Biocombustíveis – Ano Base 2025'. A Nota Técnica, elaborada pela EPE, sintetiza os principais acontecimentos, tendências e indicadores que marcaram o mercado de combustíveis renováveis no Brasil ao longo de 2025, com um artigo especial focado no biometano. O documento visa apoiar o planejamento energético e aprofundar a compreensão dos fatores que influenciam o desempenho do setor.
O documento reúne análises sobre a produção, consumo e competitividade do etanol, biodiesel, bioeletricidade e biogás, além de abordar o cenário internacional e as principais políticas públicas. A publicação destaca temas estratégicos para a transição energética brasileira, como os Combustíveis Sustentáveis de Aviação (SAF) e o diesel verde, avaliando oportunidades e desafios para a expansão dessas tecnologias. A EPE projeta investimentos de R$ 3 bilhões na próxima década para o biometano, impulsionados pelo mandato de 1% para os Certificados de Origem de Biometano (CGOB), conforme estabelecido pela Lei nº 14.993/2024, conhecida como Lei do Combustível do Futuro.
O relatório fornece dados técnicos e de mercado essenciais para subsidiar as regulamentações complementares do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Esses órgãos definirão os detalhes operacionais dos novos limites de mistura de etanol (até 35%) e biodiesel (até 25%), conforme a Lei do Combustível do Futuro. A meta compulsória de redução de emissões do RenovaBio para 2026, de 48,09 milhões de CBIOs, está alinhada aos objetivos dessa legislação.
Produtores de biometano e empresas com capacidade de aproveitamento de resíduos, como vinhaça da indústria sucroenergética, estrumes de animais confinados e resíduos urbanos, são beneficiados pelos incentivos regulatórios. O setor automotivo, por sua vez, enfrenta o desafio de adaptar o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) para incluir a análise do ciclo de vida dos combustíveis, adotando a metodologia 'do poço à roda' até o fim de 2031 e 'do berço ao túmulo' a partir de 2032.
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