Carga SIN68.125 MW 8,50%PLD MédioR$ 108,59/MWh 36,71%PLD SE/COR$ 108,59/MWh 36,69%PLD SulR$ 108,59/MWh 36,71%PLD NER$ 108,59/MWh 36,71%PLD NorteR$ 108,6/MWh 36,71%EAR SIN69,4% 0,14%EAR SE/CO62,8% 0,32%EAR Sul84,4% 0,60%EAR NE83,5% 0,24%EAR Norte89,6% 0,11%ENA SIN136% MLT 7,48%ENA SE/CO110% MLT 0,90%ENA Sul234% MLT 12,69%ENA NE67% MLT 1,47%ENA Norte78% MLT 0,00%Carga SIN68.125 MW 8,50%PLD MédioR$ 108,59/MWh 36,71%PLD SE/COR$ 108,59/MWh 36,69%PLD SulR$ 108,59/MWh 36,71%PLD NER$ 108,59/MWh 36,71%PLD NorteR$ 108,6/MWh 36,71%EAR SIN69,4% 0,14%EAR SE/CO62,8% 0,32%EAR Sul84,4% 0,60%EAR NE83,5% 0,24%EAR Norte89,6% 0,11%ENA SIN136% MLT 7,48%ENA SE/CO110% MLT 0,90%ENA Sul234% MLT 12,69%ENA NE67% MLT 1,47%ENA Norte78% MLT 0,00%
Hidráulica34.548 MW(51%) 5,86%Térmica8.203 MW(12%) 15,53%Eólica13.408 MW(20%) 10,24%Solar10.227 MW(15%) 9,28%Nuclear2.008 MW(3%) 0,00%Hidráulica34.548 MW(51%) 5,86%Térmica8.203 MW(12%) 15,53%Eólica13.408 MW(20%) 10,24%Solar10.227 MW(15%) 9,28%Nuclear2.008 MW(3%) 0,00%Hidráulica34.548 MW(51%) 5,86%Térmica8.203 MW(12%) 15,53%Eólica13.408 MW(20%) 10,24%Solar10.227 MW(15%) 9,28%Nuclear2.008 MW(3%) 0,00%
PETR4R$ 43,05 0,49%PETR3R$ 48,62 0,14%PRIO3R$ 58,50 2,43%RECV3R$ 10,33 2,09%VBBR3R$ 36,13 1,40%UGPA3R$ 33,10 0,55%RAIZ4R$ 0,26 0,00%CSAN3R$ 4,10 2,76%EGIE3R$ 30,10 0,37%CMIG4R$ 11,28 0,45%CPFE3R$ 46,11 0,04%EQTL3R$ 38,89 0,59%ENGI11R$ 50,19 1,17%NEOE3R$ 33,80 0,00%AURE3R$ 11,20 0,00%ENEV3R$ 26,75 2,29%TAEE11R$ 40,00 0,33%ALUP11R$ 32,54 0,31%LIGT3R$ 3,13 6,29%PETR4R$ 43,05 0,49%PETR3R$ 48,62 0,14%PRIO3R$ 58,50 2,43%RECV3R$ 10,33 2,09%VBBR3R$ 36,13 1,40%UGPA3R$ 33,10 0,55%RAIZ4R$ 0,26 0,00%CSAN3R$ 4,10 2,76%EGIE3R$ 30,10 0,37%CMIG4R$ 11,28 0,45%CPFE3R$ 46,11 0,04%EQTL3R$ 38,89 0,59%ENGI11R$ 50,19 1,17%NEOE3R$ 33,80 0,00%AURE3R$ 11,20 0,00%ENEV3R$ 26,75 2,29%TAEE11R$ 40,00 0,33%ALUP11R$ 32,54 0,31%LIGT3R$ 3,13 6,29%
BrentUS$ 84,15 0,45%WTIUS$ 80,72 0,47%Gás NaturalUS$ 2,78 0,07%DólarR$ 5,09 0,33%BrentUS$ 84,15 0,45%WTIUS$ 80,72 0,47%Gás NaturalUS$ 2,78 0,07%DólarR$ 5,09 0,33%BrentUS$ 84,15 0,45%WTIUS$ 80,72 0,47%Gás NaturalUS$ 2,78 0,07%DólarR$ 5,09 0,33%
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Radar Energia
AnáliseMercado

EPE projeta infraestrutura de transmissão para 4 GW de cargas eletrointensivas no Nordeste

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) divulgou um estudo que projeta a necessidade de novas soluções de transmissão para atender até 4 GW de cargas eletrointensivas nos estados do Ceará e Piauí a partir de 2032. A proposta visa viabilizar a conexão de empreendimentos como data centers e plantas de hidrogênio verde, consolidando a região como um polo de energia limpa e desenvolvimento industrial.

19 de junho de 2026 às 19:18Fonte oficial: EPERedação Radar Energia

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) apresentou um planejamento para a expansão da infraestrutura de transmissão no Nordeste, com foco no atendimento de até 4 GW de novas cargas eletrointensivas no Ceará e Piauí. O “Estudo Prospectivo para Inserção de Cargas Eletrointensivas na Região Nordeste” recomenda soluções estruturantes e flexíveis para que a rede elétrica regional possa absorver essa demanda crescente a partir de 2032.

A iniciativa da EPE responde à crescente atração de indústrias de alto consumo para a região, impulsionada pela abundante oferta de energia renovável, especialmente eólica e solar. Empresas de tecnologia, como data centers, e projetos de hidrogênio verde têm demonstrado forte interesse em se instalar no Nordeste, buscando acesso a energia limpa e competitiva. No entanto, esses empreendimentos demandam uma rede de transmissão robusta e confiável.

O estudo da EPE detalha a necessidade de uma abordagem escalonável para a infraestrutura, permitindo que a rede se adapte ao ritmo de implantação dessas novas cargas. A capacidade de 4 GW projetada para Ceará e Piauí representa um volume significativo, equivalente a cerca de 5% da carga máxima do Sistema Interligado Nacional (SIN), e exigirá investimentos bilionários em novas linhas de transmissão e subestações.

A região Nordeste já se consolidou como um dos principais polos de geração renovável do país, com mais de 35 GW de capacidade instalada em usinas eólicas e solares. Essa vocação exportadora de energia, no entanto, esbarra na capacidade de escoamento e na necessidade de reforços de rede para garantir a segurança e a qualidade do suprimento, especialmente diante da chegada de grandes consumidores industriais.

A EPE, como órgão de planejamento, subsidia o Ministério de Minas e Energia (MME) na definição das políticas energéticas e na elaboração de documentos como o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE). A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) será responsável pela regulação e pelos futuros leilões de transmissão, enquanto o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) atuará na supervisão e operação da rede.

Os governos estaduais do Ceará e Piauí são atores-chave nesse processo, buscando ativamente atrair investimentos para suas economias e posicionar seus portos como hubs estratégicos para a produção e exportação de hidrogênio verde. A viabilização da infraestrutura de transmissão é, portanto, um fator crítico para o sucesso dessas estratégias de desenvolvimento regional.

A expansão da transmissão no Brasil é regida pela Lei nº 10.848/2004, que estabelece o modelo de leilões, e por resoluções da ANEEL que detalham os critérios de outorga e remuneração. O estudo da EPE serve como base para a inclusão desses projetos nos planos de longo prazo e, posteriormente, em portarias do MME que autorizam a realização dos certames de transmissão.

A concretização dessa infraestrutura de transmissão é crucial para atrair e consolidar investimentos em indústrias eletrointensivas, gerando empregos e impulsionando o desenvolvimento econômico regional. Para os consumidores de energia no mercado livre, o aumento da oferta de energia renovável e a maior capacidade de escoamento podem levar a preços mais competitivos, embora os custos de transmissão (Tarifa de Uso do Sistema de Transmissão - TUST) possam ter um impacto nos consumidores cativos.

Historicamente, o Brasil já investiu em grandes corredores de transmissão para escoar a energia de grandes usinas, como Belo Monte, e de regiões produtoras de renováveis, a exemplo do Linhão do Nordeste-Sudeste. A experiência internacional, de países como Alemanha e Estados Unidos, também demonstra a importância do planejamento antecipado da transmissão para integrar grandes volumes de geração renovável e atender novas demandas de carga, garantindo a confiabilidade do sistema.

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