OPEP+ aprova aumento de 188 mil bpd na produção de petróleo a partir de setembro
A OPEP+ aprovou um aumento de 188 mil barris por dia (bpd) na sua quota de produção de petróleo a partir de setembro de 2026, concluindo a reversão de cortes iniciados em 2023. A medida visa estabilizar o mercado global e mitigar pressões inflacionárias, embora a efetividade seja condicionada por tensões geopolíticas.
A OPEP+ aprovou um aumento de 188 mil barris por dia (bpd) na sua quota de produção de petróleo a partir de setembro de 2026, conforme comunicado oficial do grupo. A decisão marca a conclusão da reversão dos cortes voluntários de 1,65 milhão de bpd, iniciados em abril de 2023, com o objetivo de calibrar a oferta global em um cenário de estoques reduzidos.
Os principais países a contribuir para o ajuste são Arábia Saudita e Rússia, com acréscimos de 62 mil bpd cada. Iraque (+26 mil bpd), Kuwait (+16 mil bpd), Cazaquistão (+10 mil bpd), Argélia (+6 mil bpd) e Omã (+5 mil bpd) também terão suas quotas ampliadas. O Comitê Conjunto de Monitoramento Ministerial (JMMC) será responsável por fiscalizar o cumprimento das metas.
A medida busca apoiar a estabilidade do mercado internacional de petróleo e auxiliar na recomposição dos estoques globais. Analistas do setor avaliam que o aumento tende a aliviar a pressão de alta sobre os preços do Brent, que hoje opera em US$ 83,70, impactando indiretamente a paridade de importação de combustíveis no Brasil e, consequentemente, contribuindo para o controle inflacionário.
Contudo, a efetividade do acréscimo de volume pode ser limitada por tensões geopolíticas persistentes, como os conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia, além de ataques à infraestrutura energética. Esses fatores criam um cenário de incerteza e podem compensar parte do volume adicional, mantendo a volatilidade dos preços e a dificuldade na recomposição dos estoques globais.
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