Cummins certifica motor a gás natural HSK78G para fraturamento hidráulico nos EUA
A Cummins Inc. anunciou a certificação de seu motor a gás natural HSK78G para aplicações de fraturamento hidráulico na América do Norte, um avanço tecnológico que, no Brasil, contrasta com a profunda incerteza regulatória e judicial que trava a exploração de gás não convencional via fracking.
A Cummins Inc. certificou seu motor a gás natural HSK78G para implantação em aplicações de fraturamento hidráulico, atendendo ao padrão EPA Tier 2 Large Spark-Ignition Mobile Off-Highway (MOH) dos Estados Unidos. O motor de 78 litros, 3.000 bhp e 12 cilindros é o primeiro do portfólio Cummins SPP™ (Spark-Ignited Pumping Power) e teve sua produção e implantação para clientes iniciadas em 15 de setembro de 2026, focada principalmente na América do Norte.
Este avanço tecnológico otimiza as operações de bombeamento com maior eficiência e menores emissões, alinhando-se à busca por soluções mais sustentáveis no setor de óleo e gás. No entanto, a aplicação de tecnologias como o HSK78G no Brasil permanece travada pela indefinição regulatória e judicial sobre a permissibilidade do fraturamento hidráulico, conhecido como fracking. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu em 9 de setembro de 2026 o julgamento do Incidente de Assunção de Competência (IAC 21), que é crucial para definir as regras e a própria viabilidade da atividade no país.
Atualmente, o fraturamento hidráulico no Brasil é regido pela Resolução ANP nº 21/2014, que estabelece requisitos ambientais para a exploração e produção de recursos petrolíferos não convencionais. Paralelamente, tramitam o Projeto de Lei 1935/19 na Câmara dos Deputados e o Projeto de Lei 2812/2024 na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, ambos propondo a proibição total do fracking, citando riscos ambientais como contaminação de lençóis freáticos e vazamentos de metano.
Para a Cummins, a certificação expande seu portfólio e reforça sua posição no mercado norte-americano, oferecendo uma nova opção de motor a gás natural mais eficiente. No Brasil, uma eventual liberação do fracking, com o uso de tecnologias mais eficientes, poderia alterar o potencial de oferta de gás natural e a dinâmica de investimentos no setor. Contudo, a incerteza regulatória e judicial mantém um cenário de alto risco e falta de segurança jurídica para qualquer planejamento relacionado à atividade.
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