ANP autoriza R$ 1,95 milhão em PD&I para estudo de CO2 supercrítico por Petrobras e parceiras
A ANP autorizou Petrobras, TotalEnergies, Shell, CNODC e CNOOC a destinarem R$ 1,95 milhão de seus recursos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) para um projeto da UFSC. O investimento visa estudos sobre o comportamento do CO2 supercrítico, fundamental para tecnologias de Captura, Utilização e Armazenamento de Carbono (CCUS).
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a destinação de R$ 1.950.833,55 em recursos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) de cinco operadoras para um projeto de estudo do comportamento do CO2 em estado supercrítico. O Despacho STM-ANP Nº 1.419, publicado no Diário Oficial da União (DOU) nesta quarta-feira (16), beneficia a Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras), TotalEnergies EP Brasil Ltda., Shell Brasil Petróleo Ltda., CNODC Brasil Petróleo e Gás Ltda. e CNOOC Petroleum Brasil Ltda./CNOOC.
O montante será destinado ao projeto nº 26045-5, intitulado "Infraestrutura para o estudo teórico e experimental do comportamento termo-hidráulico do CO2 em estado supercrítico", a ser executado pelo Laboratório de Engenharia de Processos de Conversão e Tecnologia de Energia (LEPTEN) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A autorização cumpre a Resolução ANP nº 918, de 2023, que regulamenta a obrigação de investimentos em PD&I prevista nos contratos de exploração e produção de petróleo e gás natural, com o objetivo de fomentar a inovação tecnológica no país.
Para o setor, o investimento em pesquisa sobre CO2 supercrítico é estratégico, pois visa gerar conhecimento fundamental para o desenvolvimento de tecnologias de Captura, Utilização e Armazenamento de Carbono (CCUS). Essas soluções são consideradas cruciais para a estratégia de descarbonização das operações de exploração e produção, contribuindo para a sustentabilidade da indústria em um cenário de transição energética. As operadoras, por sua vez, cumprem parte de suas obrigações contratuais de PD&I, enquanto o LEPTEN/UFSC fortalece sua capacidade científica em um tema de relevância global.
A ANP, por meio da Superintendência de Tecnologia e Meio Ambiente (STM), reafirma, com este despacho, o direcionamento dos recursos de PD&I para projetos que alinhem os interesses das operadoras com as necessidades de inovação tecnológica nacional, especialmente em áreas como a gestão de carbono. As empresas petrolíferas beneficiadas devem verificar a coerência dos custos apresentados na proposta do projeto com os valores de mercado, tanto na fase de planejamento quanto na de execução, para garantir a correta aplicação dos recursos.
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