Carga SIN83.458 MW 0,76%PLD MédioR$ 145,9/MWh 5,42%PLD SE/COR$ 146/MWh 5,35%PLD SulR$ 145,62/MWh 5,60%PLD NER$ 145,99/MWh 5,36%PLD NorteR$ 146/MWh 5,36%EAR SIN68,8% 0,29%EAR SE/CO62,2% 0,32%EAR Sul84,8% 0,59%EAR NE82,7% 0,12%EAR Norte88,8% 0,34%ENA SIN119% MLT 1,65%ENA SE/CO105% MLT 0,94%ENA Sul188% MLT 3,59%ENA NE68% MLT 0,00%ENA Norte76% MLT 1,30%Carga SIN83.458 MW 0,76%PLD MédioR$ 145,9/MWh 5,42%PLD SE/COR$ 146/MWh 5,35%PLD SulR$ 145,62/MWh 5,60%PLD NER$ 145,99/MWh 5,36%PLD NorteR$ 146/MWh 5,36%EAR SIN68,8% 0,29%EAR SE/CO62,2% 0,32%EAR Sul84,8% 0,59%EAR NE82,7% 0,12%EAR Norte88,8% 0,34%ENA SIN119% MLT 1,65%ENA SE/CO105% MLT 0,94%ENA Sul188% MLT 3,59%ENA NE68% MLT 0,00%ENA Norte76% MLT 1,30%
Hidráulica43.520 MW(52%) 0,29%Térmica10.133 MW(12%) 8,41%Eólica14.759 MW(18%) 0,61%Solar13.794 MW(16%) 0,31%Nuclear1.990 MW(2%) 0,85%Hidráulica43.520 MW(52%) 0,29%Térmica10.133 MW(12%) 8,41%Eólica14.759 MW(18%) 0,61%Solar13.794 MW(16%) 0,31%Nuclear1.990 MW(2%) 0,85%Hidráulica43.520 MW(52%) 0,29%Térmica10.133 MW(12%) 8,41%Eólica14.759 MW(18%) 0,61%Solar13.794 MW(16%) 0,31%Nuclear1.990 MW(2%) 0,85%
PETR4R$ 40,87 2,53%PETR3R$ 45,69 3,10%PRIO3R$ 57,45 2,96%RECV3R$ 10,23 1,19%VBBR3R$ 34,23 2,45%UGPA3R$ 31,28 3,49%RAIZ4R$ 0,26 0,00%CSAN3R$ 3,67 6,14%EGIE3R$ 29,73 0,34%CMIG4R$ 10,92 2,93%CPFE3R$ 44,80 2,80%EQTL3R$ 37,28 4,85%ENGI11R$ 46,88 6,69%NEOE3R$ 33,80 0,00%AURE3R$ 10,81 3,14%ENEV3R$ 26,18 2,97%TAEE11R$ 39,25 2,02%ALUP11R$ 32,06 2,11%LIGT3R$ 3,10 0,00%PETR4R$ 40,87 2,53%PETR3R$ 45,69 3,10%PRIO3R$ 57,45 2,96%RECV3R$ 10,23 1,19%VBBR3R$ 34,23 2,45%UGPA3R$ 31,28 3,49%RAIZ4R$ 0,26 0,00%CSAN3R$ 3,67 6,14%EGIE3R$ 29,73 0,34%CMIG4R$ 10,92 2,93%CPFE3R$ 44,80 2,80%EQTL3R$ 37,28 4,85%ENGI11R$ 46,88 6,69%NEOE3R$ 33,80 0,00%AURE3R$ 10,81 3,14%ENEV3R$ 26,18 2,97%TAEE11R$ 39,25 2,02%ALUP11R$ 32,06 2,11%LIGT3R$ 3,10 0,00%
BrentUS$ 82,27 0,27%WTIUS$ 77,08 0,27%Gás NaturalUS$ 2,67 1,17%DólarR$ 5,08 1,06%BrentUS$ 82,27 0,27%WTIUS$ 77,08 0,27%Gás NaturalUS$ 2,67 1,17%DólarR$ 5,08 1,06%BrentUS$ 82,27 0,27%WTIUS$ 77,08 0,27%Gás NaturalUS$ 2,67 1,17%DólarR$ 5,08 1,06%
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Radar Energia
AnáliseRenováveis

Geração Solar Ultrapassa 55 GW e Consolida Posição de Segunda Maior Fonte do Brasil

A energia solar no Brasil superou 55 gigawatts (GW) de potência instalada operacional, consolidando-se como a segunda maior fonte da matriz elétrica nacional. Esse avanço é impulsionado majoritariamente pela geração distribuída (GD), que responde por cerca de 70% da capacidade total, e reflete um arcabouço regulatório que incentivou seu crescimento.

24 de junho de 2026 às 19:19Fonte oficial: DinoRedação Radar Energia

A matriz elétrica brasileira atingiu um marco significativo: a energia solar fotovoltaica ultrapassou a marca de 55 gigawatts (GW) de potência instalada operacional. Com isso, a fonte solar ascende à posição de segunda maior do país, superando a eólica e a biomassa, e ficando atrás apenas da hidrelétrica, que ainda domina com mais de 100 GW.

O crescimento da solar é notável: em 2017, a fonte representava menos de 1 GW. Grande parte desse salto foi impulsionada pela geração distribuída (GD), modalidade em que os próprios consumidores geram sua energia. Dos 55 GW totais, aproximadamente 38 GW (cerca de 70%) provêm de sistemas de GD, enquanto os 17 GW restantes são de grandes usinas fotovoltaicas (UFV) de geração centralizada.

A ascensão da solar reflete diretamente um arcabouço regulatório que incentivou a GD por mais de uma década. A Resolução Normativa ANEEL nº 482/2012 foi pioneira ao estabelecer as primeiras regras para a geração própria, permitindo a compensação do excedente de energia injetado na rede na conta de luz. A revisão pela Resolução Normativa (REN) nº 687/2015 aprimorou o sistema de compensação, consolidando o modelo que impulsionou a maior parte do crescimento até então.

A Lei nº 14.300/2022, que instituiu o Marco Legal da GD, representou um marco regulatório fundamental para a geração distribuída. A legislação trouxe maior segurança jurídica para o setor, mas também alterou as regras de compensação para novos projetos, introduzindo a cobrança gradual da Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD) sobre a energia injetada na rede. Para projetos protocolados até janeiro de 2023, o modelo anterior de net metering foi garantido até 2045.

Nesse cenário, os principais atores envolvidos são a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), responsável pela regulação e fiscalização tanto da GD quanto da geração centralizada, e o Ministério de Minas e Energia (MME), que define as políticas energéticas do país. A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) representa os interesses da indústria, enquanto as distribuidoras de energia gerenciam a infraestrutura da rede e a complexidade da compensação de créditos.

O crescimento da energia solar tem um impacto multifacetado. Para os consumidores com GD, benefícios diretos incluem a redução na conta de luz e maior autonomia energética. No sistema elétrico, a GD descentraliza a geração, diminuindo perdas e aliviando a sobrecarga em horários de pico. Contudo, exige investimentos em modernização da rede para acomodar a intermitência da fonte. A solar contribui diretamente para a transição energética, diversificando a matriz e reduzindo a dependência de fontes fósseis, além de gerar empregos locais na instalação e manutenção.

Com este patamar, a solar ultrapassa a eólica, que conta com aproximadamente 29 GW, e a biomassa, com cerca de 17 GW. O Brasil se posiciona entre os maiores mercados globais em potência solar instalada, apesar de ainda ter um potencial de crescimento significativo, dada sua irradiação solar privilegiada. A experiência brasileira com a Lei 14.300/2022, que revisa os subsídios da GD, reflete debates semelhantes ocorridos em outros mercados maduros sobre a sustentabilidade do modelo de compensação a longo prazo.

Os próximos passos para o setor solar incluem a plena implementação e adaptação às regras da Lei nº 14.300/2022, especialmente para os novos projetos de GD que já operam sob a nova tarifação gradual da TUSD Fio B. Espera-se também a continuidade dos leilões de energia para a contratação de grandes usinas solares centralizadas, cruciais para a expansão da capacidade e a garantia de suprimento. A integração de sistemas de armazenamento de energia, como baterias, com a GD é uma tendência crescente, visando otimizar o uso da energia gerada e a estabilidade da rede.

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