Carga SIN73.880 MW 6,33%PLD MédioR$ 186,87/MWh 60,08%PLD SE/COR$ 186,87/MWh 60,09%PLD SulR$ 186,86/MWh 60,08%PLD NER$ 186,86/MWh 60,08%PLD NorteR$ 186,87/MWh 60,09%EAR SIN62,6% 0,00%EAR SE/CO57,5% 0,00%EAR Sul81,8% 0,74%EAR NE71,2% 0,28%EAR Norte75,8% 0,39%ENA SIN159% MLT 2,58%ENA SE/CO140% MLT 1,45%ENA Sul252% MLT 0,79%ENA NE68% MLT 1,49%ENA Norte55% MLT 0,00%Carga SIN73.880 MW 6,33%PLD MédioR$ 186,87/MWh 60,08%PLD SE/COR$ 186,87/MWh 60,09%PLD SulR$ 186,86/MWh 60,08%PLD NER$ 186,86/MWh 60,08%PLD NorteR$ 186,87/MWh 60,09%EAR SIN62,6% 0,00%EAR SE/CO57,5% 0,00%EAR Sul81,8% 0,74%EAR NE71,2% 0,28%EAR Norte75,8% 0,39%ENA SIN159% MLT 2,58%ENA SE/CO140% MLT 1,45%ENA Sul252% MLT 0,79%ENA NE68% MLT 1,49%ENA Norte55% MLT 0,00%
Hidráulica36.678 MW(50%) 9,54%Térmica8.549 MW(12%) 0,84%Eólica14.770 MW(20%) 12,10%Solar12.533 MW(17%) 7,25%Nuclear1.350 MW(2%) 0,74%Hidráulica36.678 MW(50%) 9,54%Térmica8.549 MW(12%) 0,84%Eólica14.770 MW(20%) 12,10%Solar12.533 MW(17%) 7,25%Nuclear1.350 MW(2%) 0,74%Hidráulica36.678 MW(50%) 9,54%Térmica8.549 MW(12%) 0,84%Eólica14.770 MW(20%) 12,10%Solar12.533 MW(17%) 7,25%Nuclear1.350 MW(2%) 0,74%
PETR4R$ 48,00 1,25%PETR3R$ 52,88 2,07%PRIO3R$ 61,05 3,54%RECV3R$ 10,85 3,30%VBBR3R$ 39,62 0,48%UGPA3R$ 38,82 0,15%RAIZ4R$ 0,27 0,00%CSAN3R$ 3,75 2,18%EGIE3R$ 30,32 1,81%CMIG4R$ 11,29 0,09%CPFE3R$ 45,23 0,13%EQTL3R$ 40,20 2,63%ENGI11R$ 52,81 1,34%NEOE3R$ 33,80 0,00%AURE3R$ 12,61 5,61%ENEV3R$ 27,97 1,49%TAEE11R$ 41,64 0,34%ALUP11R$ 32,65 2,25%LIGT3R$ 3,59 1,13%PETR4R$ 48,00 1,25%PETR3R$ 52,88 2,07%PRIO3R$ 61,05 3,54%RECV3R$ 10,85 3,30%VBBR3R$ 39,62 0,48%UGPA3R$ 38,82 0,15%RAIZ4R$ 0,27 0,00%CSAN3R$ 3,75 2,18%EGIE3R$ 30,32 1,81%CMIG4R$ 11,29 0,09%CPFE3R$ 45,23 0,13%EQTL3R$ 40,20 2,63%ENGI11R$ 52,81 1,34%NEOE3R$ 33,80 0,00%AURE3R$ 12,61 5,61%ENEV3R$ 27,97 1,49%TAEE11R$ 41,64 0,34%ALUP11R$ 32,65 2,25%LIGT3R$ 3,59 1,13%
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Radar Energia
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Geração Solar Ultrapassa 55 GW e Consolida Posição de Segunda Maior Fonte do Brasil

A energia solar no Brasil superou 55 gigawatts (GW) de potência instalada operacional, consolidando-se como a segunda maior fonte da matriz elétrica nacional. Esse avanço é impulsionado majoritariamente pela geração distribuída (GD), que responde por cerca de 70% da capacidade total, e reflete um arcabouço regulatório que incentivou seu crescimento.

24 de junho de 2026 às 19:19Fonte oficial: DinoRedação Radar Energia

A matriz elétrica brasileira atingiu um marco significativo: a energia solar fotovoltaica ultrapassou a marca de 55 gigawatts (GW) de potência instalada operacional. Com isso, a fonte solar ascende à posição de segunda maior do país, superando a eólica e a biomassa, e ficando atrás apenas da hidrelétrica, que ainda domina com mais de 100 GW.

O crescimento da solar é notável: em 2017, a fonte representava menos de 1 GW. Grande parte desse salto foi impulsionada pela geração distribuída (GD), modalidade em que os próprios consumidores geram sua energia. Dos 55 GW totais, aproximadamente 38 GW (cerca de 70%) provêm de sistemas de GD, enquanto os 17 GW restantes são de grandes usinas fotovoltaicas (UFV) de geração centralizada.

A ascensão da solar reflete diretamente um arcabouço regulatório que incentivou a GD por mais de uma década. A Resolução Normativa ANEEL nº 482/2012 foi pioneira ao estabelecer as primeiras regras para a geração própria, permitindo a compensação do excedente de energia injetado na rede na conta de luz. A revisão pela Resolução Normativa (REN) nº 687/2015 aprimorou o sistema de compensação, consolidando o modelo que impulsionou a maior parte do crescimento até então.

A Lei nº 14.300/2022, que instituiu o Marco Legal da GD, representou um marco regulatório fundamental para a geração distribuída. A legislação trouxe maior segurança jurídica para o setor, mas também alterou as regras de compensação para novos projetos, introduzindo a cobrança gradual da Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD) sobre a energia injetada na rede. Para projetos protocolados até janeiro de 2023, o modelo anterior de net metering foi garantido até 2045.

Nesse cenário, os principais atores envolvidos são a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), responsável pela regulação e fiscalização tanto da GD quanto da geração centralizada, e o Ministério de Minas e Energia (MME), que define as políticas energéticas do país. A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) representa os interesses da indústria, enquanto as distribuidoras de energia gerenciam a infraestrutura da rede e a complexidade da compensação de créditos.

O crescimento da energia solar tem um impacto multifacetado. Para os consumidores com GD, benefícios diretos incluem a redução na conta de luz e maior autonomia energética. No sistema elétrico, a GD descentraliza a geração, diminuindo perdas e aliviando a sobrecarga em horários de pico. Contudo, exige investimentos em modernização da rede para acomodar a intermitência da fonte. A solar contribui diretamente para a transição energética, diversificando a matriz e reduzindo a dependência de fontes fósseis, além de gerar empregos locais na instalação e manutenção.

Com este patamar, a solar ultrapassa a eólica, que conta com aproximadamente 29 GW, e a biomassa, com cerca de 17 GW. O Brasil se posiciona entre os maiores mercados globais em potência solar instalada, apesar de ainda ter um potencial de crescimento significativo, dada sua irradiação solar privilegiada. A experiência brasileira com a Lei 14.300/2022, que revisa os subsídios da GD, reflete debates semelhantes ocorridos em outros mercados maduros sobre a sustentabilidade do modelo de compensação a longo prazo.

Os próximos passos para o setor solar incluem a plena implementação e adaptação às regras da Lei nº 14.300/2022, especialmente para os novos projetos de GD que já operam sob a nova tarifação gradual da TUSD Fio B. Espera-se também a continuidade dos leilões de energia para a contratação de grandes usinas solares centralizadas, cruciais para a expansão da capacidade e a garantia de suprimento. A integração de sistemas de armazenamento de energia, como baterias, com a GD é uma tendência crescente, visando otimizar o uso da energia gerada e a estabilidade da rede.

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