MME e EPE lançam Atlas 2026 que detalha avanços da transição energética nos estados
O Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) publicaram a versão 2026 do Atlas Brasileiro da Transição Energética – Recorte dos Estados, com ano-base 2025. A ferramenta compila políticas, leis e projetos estaduais, oferecendo um panorama estratégico para gestores e investidores no avanço das energias limpas no país.
O Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) lançaram, nesta terça-feira, 18 de agosto, a versão 2026 do Atlas Brasileiro da Transição Energética – Recorte dos Estados. O material, que utiliza 2025 como ano-base, reúne informações detalhadas sobre políticas públicas, leis, projetos e vocações regionais relacionadas à transição energética em todos os estados brasileiros, conforme comunicado pela EPE.
A ferramenta foi desenvolvida para apoiar gestores públicos, pesquisadores e investidores no acompanhamento da evolução da transição energética, contribuindo para a articulação e coordenação de iniciativas. O Atlas organiza as informações em dois eixos: o Executivo, com políticas e programas cadastrados pelos estados, e o Normativo, que compila a legislação estadual sobre o tema. Entre as fontes de energia que mais se destacam nas iniciativas mapeadas, a solar permanece na liderança, seguida por hidrogênio, biogás e biometano.
No total, o Atlas mapeou 373 normas, incluindo 224 leis e decretos, 268 projetos e ações, 14 políticas públicas, 39 programas e 22 planos estaduais. A consolidação dessas informações reduz a assimetria e pode influenciar indiretamente o planejamento de investimentos em geração e infraestrutura, ao oferecer maior previsibilidade sobre o ambiente regulatório estadual para o desenvolvimento de energias renováveis.
A publicação reforça o papel estratégico da EPE no planejamento da transição energética, alinhando-se a outros estudos recentes da empresa, como a projeção de R$ 79,1 bilhões em expansão da transmissão, conforme o Programa de Expansão da Transmissão (PET) e o Plano de Expansão de Longo Prazo (PELP) do 1º Semestre de 2026, e a recomendação de um bipolo HVDC-VSC para escoar 60 GW de renováveis até 2033. A compilação de iniciativas estaduais, contudo, também evidencia a fragmentação da agenda, sugerindo a necessidade de maior coordenação entre as esferas federal e estadual para otimizar o avanço da transição.
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