ONS aponta restrições à geração renovável mesmo com reservatórios altos em 1º de agosto
O Sistema Interligado Nacional (SIN) operou em 1º de agosto com carga de 74.455 MWméd e EAR de 69,5%, mas enfrentou restrições operacionais significativas à geração renovável no Sul e Nordeste. O cenário se soma à manutenção da bandeira amarela e à previsão de carga crescente para o mês.
O Sistema Interligado Nacional (SIN) operou em 1º de agosto com níveis de energia armazenada (EAR) elevados e uma carga global de 74.455 MWméd. Contudo, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apontou restrições operacionais significativas à geração renovável, especialmente no Sul e Nordeste. Os dados do Informativo Preliminar Diário da Operação (IPDO) indicam um balanço energético complexo, onde a alta afluência hídrica convive com gargalos na capacidade de escoamento e despacho de fontes intermitentes.
O EAR do SIN estava em 69,5%, com destaque para o Sul (83,9%), Nordeste (83,7%) e Norte (89,7%). A Energia Natural Afluente (ENA) do SIN atingiu 147% da Média de Longo Termo (MLT), impulsionada pelos 268% da MLT no Sul e 111% no Sudeste/Centro-Oeste. A geração hidráulica no Sul ficou abaixo do programado devido à carga inferior, enquanto o ONS registrou uma restrição de 941 MW de geração renovável no Sul por controle de frequência. No Nordeste, a geração eólica ficou abaixo do previsto, impactando o intercâmbio do submercado. A geração por fonte no dia foi de 49% hidráulica, 20% eólica, 15% solar, 13% térmica e 3% nuclear. O PLD no Sudeste/Centro-Oeste e Sul está em R$ 108,59/MWh.
A reincidência de curtailment de renováveis, como os 941 MW no Sul, reforça a necessidade de regras claras para o despacho dessas fontes, um tema que a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) já discute. A agência, inclusive, manteve a bandeira tarifária amarela para agosto, que adiciona R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos no Sistema Interligado Nacional (SIN), refletindo condições de geração menos favoráveis no período seco. Para o mês de agosto, o ONS elevou a previsão de carga do SIN para 81.580 MW médios, um volume 4,76% superior à estimativa anterior, sugerindo que o sistema pode demandar mais despacho térmico e sustentar o PLD em patamares mais elevados.
Em paralelo, a ANEEL abriu a Consulta Pública (CP 25/2026) para propor alterações nas Regras de Comercialização, visando incluir os Leilões de Reserva de Capacidade na Forma de Potência (LRCAP 2026).
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