Petrobras eleva preço do QAV em 7,2% para distribuidoras a partir de novembro
A Petrobras reajustou em 7,2% o preço de venda do querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras, um acréscimo de R$ 0,45 por litro, com vigência a partir de 1º de novembro. O movimento reflete a persistente pressão das cotações internacionais e tensões geopolíticas, impactando diretamente os custos operacionais do setor aéreo e as tarifas ao consumidor final.
A Petrobras aplicou um reajuste médio de 7,2% no preço do querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras, o que representa um acréscimo de R$ 0,45 por litro. A nova precificação entrou em vigor a partir de 1º de novembro, conforme comunicado pela estatal, e segue a política comercial de atualização mensal de seus contratos.
A decisão da companhia reflete a elevação das cotações internacionais do combustível, impulsionada por tensões geopolíticas no Oriente Médio e pela redução da capacidade de refino em regiões como Rússia e Ucrânia. Embora a fórmula paramétrica contratual da Petrobras vise amortecer as oscilações de curto prazo das cotações internacionais e da taxa de câmbio, o repasse de custos no Brasil tende a ser mais moderado, resultando em variações acumuladas inferiores às do mercado global.
O aumento impacta diretamente os distribuidores de QAV e, indiretamente, as companhias aéreas como Latam, Gol e Azul, além de empresas de logística e aviação agrícola. O QAV já representa mais de 45% dos custos operacionais dessas empresas, uma alta significativa desde o início dos conflitos no Oriente Médio, e a tendência é de pressão sobre as tarifas de frete e passagens, que já subiram 9,66% em outubro de 2026, contribuindo para a inflação.
Este reajuste de novembro se soma a uma série de altas observadas no ano. Em 1º de setembro, a Petrobras já havia reajustado o QAV em 13,9%, adicionando R$ 0,68 por litro, elevando o acumulado do ano para 53,3% até aquela data. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) projeta uma demanda recorde de QAV em 2027, indicando a relevância crescente do insumo na matriz de custos do setor.
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