GNL off-grid: Edge e Compagas preveem operação no Paraná em 2027
A Edge e a Compagas anunciaram o desenvolvimento de um projeto estruturante de GNL em Londrina, no Norte do Paraná, com previsão de início de operação para o segundo semestre de 2027. A iniciativa visa expandir o acesso ao gás natural em regiões fora da malha de gasodutos, diversificando o suprimento da distribuidora paranaense.
A Edge e a Compagas anunciaram o avanço de um projeto estruturante de GNL em Londrina, no Norte do Paraná, com a previsão de início de operação para o segundo semestre de 2027. A iniciativa, divulgada pela ABEGÁS, visa expandir o acesso ao gás natural em regiões fora da malha de gasodutos da distribuidora, diversificando seu portfólio de suprimento.
O projeto prevê a construção de uma Unidade de Armazenamento e Regaseificação (UAR) na cidade, pela Edge, selecionada em chamada pública da Compagas de junho de 2025. Este modelo de suprimento off-grid, já em operação pela Edge no Triângulo Mineiro a partir do Terminal de Regaseificação de São Paulo (TRSP), no Porto de Santos, estabelece um vetor logístico para o gás natural em regiões interioranas, alinhado à Lei Complementar Estadual nº 247/2022 e à Resolução Agepar nº 8/2025, que regulam o mercado livre de gás no Paraná.
A operação em Londrina, cidade com mais de 580 mil habitantes e cerca de 1.800 indústrias de transformação, amplia o volume de gás natural disponível para o norte do Paraná, complementando a estratégia da Compagas de diversificação de suprimento, que já inclui biometano. Para a Edge, o projeto consolida sua atuação no mercado de GNL off-grid, reforçando sua estratégia de capilaridade e investimentos de R$ 2 bilhões no setor, oferecendo uma alternativa mais competitiva e sustentável a combustíveis como diesel e GLP para consumidores industriais e comerciais.
A partir de 1º de janeiro de 2027, as mudanças tributárias no GNL, com a extinção de PIS/Cofins e a redução a zero do IPI pela Emenda Constitucional 132/2023 e leis complementares, podem influenciar a competitividade do combustível no mercado. Este avanço se alinha à tendência de interiorização do gás natural no Brasil, com o GNL off-grid ganhando espaço como solução para regiões não conectadas à malha tradicional.
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