PRIO eleva produção para 178,1 mil boe/d em junho, alta de 8% com Wahoo e Peregrino
A PRIO registrou um salto de 8% na produção média diária em junho de 2026, alcançando 178,1 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d), impulsionada pela conclusão do quarto poço produtor de Wahoo e a recuperação em Peregrino. A petroleira encerrou o segundo trimestre com avanço de 10,7% na média de produção, apesar de desafios operacionais pontuais em Frade e Albacora Leste.
A PRIO S.A. reportou um aumento expressivo em sua produção média total de petróleo e gás em junho de 2026, atingindo 178,1 mil boe/d. O volume representa um crescimento de 8,0% em relação a maio, consolidando um forte desempenho operacional no segundo trimestre para a companhia, conforme comunicado ao mercado.
No acumulado do segundo trimestre de 2026, a produção média da petroleira alcançou 172,0 mil boe/d, um avanço de 10,7% sobre o trimestre anterior. O resultado reflete a estratégia da PRIO de otimização da eficiência e capacidade produtiva de seus ativos, com destaque para a performance do Cluster Valente, que engloba os campos de Frade e Wahoo, e a recuperação em Peregrino.
O Cluster Valente foi o principal impulsionador desse crescimento, com a produção de óleo atingindo 58.481 bbl/d em junho. A contribuição mais recente veio da conclusão do quarto poço produtor de Wahoo, que entrou em operação em 16 de junho, adicionando capacidade significativa à malha de produção da empresa.
Paralelamente, o campo de Peregrino registrou uma recuperação expressiva, produzindo 78,5 mil bbl/d em junho, um aumento de 7,6% em relação ao mês anterior. Esse desempenho sublinha a capacidade da PRIO de revitalizar campos maduros, prolongando sua vida útil e maximizando a extração de valor, uma marca da estratégia da empresa no setor de E&P brasileiro.
O período, contudo, não foi isento de desafios operacionais. O campo de Frade enfrentou a necessidade de substituição de uma linha de *gas lift*, o que resultou no fechamento provisório de três poços e em uma redução de aproximadamente 7.000 bbl/d na produção. No campo de Albacora Leste, uma parada parcial para manutenção e a formação de hidrato no poço ABL-68 também impactaram temporariamente a operação.
Apesar das intercorrências, a PRIO agiu rapidamente para mitigar os impactos. A formação de hidrato em Albacora Leste foi solucionada em 1º de julho de 2026, e a previsão é que as operações em Frade sejam retomadas plenamente na primeira quinzena de julho, normalizando a produção dos poços afetados.
Para o mercado, os dados operacionais são um indicador crucial. O aumento da produção, somado à capacidade de manter custos controlados — o chamado *lifting cost* —, é visto como um fator positivo para a PRIO, indicando crescimento operacional e potencial de diluição de despesas. Em um cenário de preços do petróleo, com o Brent negociado a US$ 71,89, a performance da companhia é fundamental para a valorização de suas ações (PRIO3).
Investidores e analistas de mercado utilizam esses resultados para recalibrar projeções e decisões, considerando o desempenho um sinal positivo para a companhia. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), por sua vez, atua como regulador, recebendo e arquivando o comunicado, assegurando a transparência das informações ao mercado, em linha com a Instrução CVM nº 480, que rege a divulgação de informações de companhias abertas.
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