UTE Paulínia Verde a biometano inicia operação comercial e entrega energia ao SIN via LRCAP
A Usina Termelétrica (UTE) Paulínia Verde, movida a biometano, iniciou sua operação comercial em 1º de agosto, tornando-se a primeira planta do tipo a integrar o Sistema Interligado Nacional (SIN) com um contrato de dez anos no Leilão de Reserva de Capacidade 2026 (LRCAP). O empreendimento marca a estreia dessa fonte renovável despachável na geração elétrica brasileira.
A Usina Termelétrica (UTE) Paulínia Verde, movida a biometano, começou a operar comercialmente em 1º de agosto, informou a ABEGÁS. A planta é a primeira a utilizar o biocombustível para gerar energia e integrá-la ao Sistema Interligado Nacional (SIN), cumprindo um contrato de dez anos para fornecimento de energia firme assegurado no Leilão de Reserva de Capacidade 2026 (LRCAP).
Localizada na Região Metropolitana de Campinas (SP), a UTE possui capacidade instalada de 23,4 MW e contratou 21,3 MW no leilão. O projeto, desenvolvido pela Mercurio Partners em parceria com a Orizon VR e a Gera Energia, recebeu um investimento de R$ 180 milhões. A usina utiliza biometano produzido a partir da decomposição de resíduos sólidos urbanos do aterro Ecoparque de Paulínia, processo que evita a emissão anual de aproximadamente 80 mil toneladas de CO2 equivalente.
A entrada em operação da Paulínia Verde contribui para a diversificação da matriz elétrica com uma fonte despachável e renovável, alinhando-se aos objetivos de segurança energética do LRCAP. Sua operação também reforça o cumprimento da meta de redução de 0,5% das emissões de gases de efeito estufa (GEE) no mercado de gás natural para 2026, estabelecida pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) no âmbito da Lei do Combustível do Futuro.
A contratação da UTE no LRCAP 2026, que já havia sido vencedora do Procedimento Competitivo Simplificado (PCS 2021), foi viabilizada em um leilão que ajustou o preço-teto para térmicas existentes, dobrando-o de R$ 1,12 milhão/MW.ano para R$ 2,25 milhões/MW.ano. Essa revisão foi crucial para garantir a atratividade econômica de projetos como a Paulínia Verde, que, por sua natureza, serve de precedente para a valorização de resíduos e a integração da bioenergia no SIN.
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