Banco Mundial e BNDES apoiam descarbonização industrial com US$ 1,06 bi
O Grupo Banco Mundial anunciou um pacote de US$ 1,06 bilhão para o Brasil, operacionalizado pelo BNDES, visando descarbonizar indústrias de alto valor agregado e intensivas em energia. A iniciativa, que busca atrair US$ 1,8 bilhão adicionais do setor privado, projeta reduzir em 30% a intensidade de gases de efeito estufa do PIB industrial até 2033.
O Grupo Banco Mundial anunciou em 15 de setembro de 2026 um apoio financeiro de US$ 1,06 bilhão ao Brasil, em parceria com o BNDES, para impulsionar a descarbonização de indústrias de alto valor agregado e intensivas em energia. O programa visa transformar a robusta matriz renovável do país em uma vantagem competitiva para setores como aço, cimento, produtos químicos, alumínio e vidro, acelerando a implantação de novas tecnologias e a produção de combustíveis de baixo carbono.
O financiamento é composto por um empréstimo de US$ 1 bilhão do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) e US$ 60 milhões do Fundo de Tecnologia Limpa. O BNDES atuará como parceiro implementador, canalizando os recursos e marcando a primeira vez em mais de 30 anos que o banco brasileiro recebe um empréstimo do BIRD. A iniciativa busca mobilizar US$ 1,8 bilhão adicionais em financiamento privado, totalizando um potencial de mais de US$ 3 bilhões em cofinanciamentos, e prevê um corte de aproximadamente 35 milhões de toneladas de CO2e até 2033.
A meta nacional é reduzir a intensidade de gases de efeito estufa do PIB industrial em 30% até 2033, com foco na produção de combustíveis de baixo carbono, como combustível de aviação sustentável (SAF), e-metanol e biometano. Este movimento se alinha com a estratégia do BNDES de fomento à transição energética, reforçada pela atualização de suas restrições socioambientais em 7 de setembro de 2026, que vedou o financiamento a termelétricas exclusivamente a carvão mineral ou óleo.
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