Acionistas da EMAE aprovam incorporação pela Sabesp; direito de retirada vai até 19 de outubro
A Assembleia Geral Extraordinária (AGE) da EMAE aprovou a incorporação da totalidade de suas ações pela Sabesp, consolidando ativos de geração hídrica sob a empresa de saneamento. A operação prevê a troca de 1,3195 ação da Sabesp para cada papel da EMAE, com direito de retirada para acionistas dissidentes até 19 de outubro.
Os acionistas da EMAE aprovaram, em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada na quarta-feira (16), a incorporação da totalidade das ações da companhia pela Sabesp. A decisão, que consolida a gestão de ativos de geração hídrica sob a empresa de saneamento, foi divulgada em fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e marca o desfecho de um processo que enfrentou escrutínio regulatório.
Com a conclusão da operação, a EMAE se tornará subsidiária integral da Sabesp, e suas ações deixarão de ser negociadas no segmento Tradicional da B3, com a empresa solicitando a conversão de seu registro de companhia aberta para categoria B na CVM. A relação de troca definida é de 1,3195 ação ordinária da Sabesp para cada ação ordinária ou preferencial da EMAE, exceto as já detidas pela Sabesp. Os custos estimados da operação totalizam R$ 4.450.000, com até R$ 2.300.000 previstos para a EMAE.
Acionistas da EMAE que não votaram a favor da incorporação, se abstiveram ou não participaram da AGE podem exercer o direito de retirada, com reembolso fixado em R$ 18,18 por ação. O prazo para o exercício desse direito se estende até 19 de outubro de 2026, contando 32 dias da publicação da ata da AGE no jornal “Folha de São Paulo” em 17 de setembro. A administração da EMAE pode, no entanto, reconsiderar a operação caso o volume de pedidos de retirada seja considerado significativo.
A Sabesp justifica a incorporação com a expectativa de simplificar as estruturas corporativas, reduzir custos administrativos duplicados e aumentar a eficiência operacional. A integração visa também trazer benefícios para a Grande São Paulo, como a modernização de ativos para geração de energia, controle de cheias e maior resiliência hídrica, o que pode otimizar o uso da garantia física desses ativos. A operação é balizada pela Lei das S.A. e pela Resolução CVM nº 78, tendo sido precedida por um pedido da CVM em julho de 2026 para informações adicionais sobre a relação de troca.
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