Ventos de 105 km/h no Rio causam desligamento de 1.500 MW; carga é restabelecida em horas
Fortes ventos de até 105 km/h atingiram o Rio de Janeiro em 29 de julho, provocando um curto-circuito na Subestação Grajaú e a interrupção de 1.500 MW de carga. A rápida atuação do ONS e das concessionárias normalizou o fornecimento em poucas horas, mitigando impactos no PLD e tarifas.
A rede elétrica do Rio de Janeiro demonstrou resiliência operacional na quarta-feira, 29 de julho, ao restabelecer rapidamente o fornecimento de energia após fortes ventos, com rajadas de até 105 km/h, causarem o desligamento de 1.500 MW de carga. O Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio (COR-Rio) divulgou um balanço das ocorrências, que incluíram interrupções no serviço de distribuição.
A interrupção foi atribuída a um curto-circuito na Subestação Grajaú, operada pela Axia Energia (antiga Eletrobras), que afetou as proteções de segurança de duas linhas de transmissão. A Light, concessionária de distribuição, informou que a falha foi externa ao seu sistema, apontando a Axia como responsável. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) confirmou os desligamentos na rede de distribuição e transmissão, atuando para normalizar o sistema em aproximadamente 1 hora e 38 minutos.
A pronta resposta operacional, que reintegrou os 1.500 MW de carga ao Sistema Interligado Nacional (SIN), foi fundamental para conter os efeitos do incidente. Essa agilidade impediu que a interrupção localizada se traduzisse em desequilíbrios mais duradouros na oferta e demanda, evitando impactos materiais no Preço de Liquidação de Diferenças (PLD), nas tarifas de energia (TUSD/TUST, ESS) ou nas condições de contratação dos mercados livre e cativo. O PLD no Sudeste, por exemplo, está em R$ 185,42/MWh, sem reflexo do evento.
Embora o evento tenha sido rapidamente contornado, ele reforça o risco inerente da infraestrutura de transmissão e distribuição em grandes centros urbanos frente a eventos climáticos extremos. Rajadas de vento dessa intensidade expõem a vulnerabilidade de ativos e a necessidade contínua de investimentos em resiliência e modernização das redes para mitigar falhas futuras e garantir a segurança do suprimento, um tema recorrente no planejamento do setor elétrico.
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