BNDES reabre habilitação para programa que garante crédito a projetos de eficiência energética
O FGEnergia, do BNDES, oferece garantia de 80% do principal para financiamentos de eficiência energética a micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), visando destravar investimentos e reduzir o risco de crédito para instituições financeiras. A reabertura para novos agentes financeiros ocorreu em fevereiro.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) reabriu em fevereiro deste ano o processo de habilitação para agentes financeiros interessados em operar o FGEnergia, programa que oferece garantia de 80% do principal de financiamentos para projetos de eficiência energética de micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). A iniciativa, que teve o início da contratação de operações comunicado em agosto de 2022, busca mitigar o risco de crédito e impulsionar investimentos em gestão de demanda no setor produtivo.
Com valores que podem variar de R$ 50 mil a R$ 10 milhões por projeto, o FGEnergia atua como um mitigador do risco de crédito para as instituições financeiras, flexibilizando ou dispensando a exigência de garantias reais e, consequentemente, reduzindo os custos totais do financiamento. Os projetos elegíveis devem focar na redução do consumo de energia — como modernização de iluminação, sistemas de refrigeração e troca de motores — e não são elegíveis projetos que envolvam exclusivamente a geração de energia. Os financiamentos podem ter prazos de 12 a 120 meses, com carência de até 24 meses.
As MPMEs, principais beneficiárias do programa, devem realizar um diagnóstico energético e submeter o projeto ao Modelo de Avaliação de Eficiência Energética do BNDES para obter um token antes de buscar o financiamento em bancos credenciados. Agentes financeiros como Banco ABC Brasil, BDMG e Banrisul já estão habilitados, e a reabertura do processo em fevereiro, conforme Aviso SUP/ADIG Nº 03/2026-BNDES, visa expandir essa rede. Para o Radar Energia, a redução do risco de crédito para os bancos pode destravar um vasto potencial de investimentos em um segmento da economia com grande demanda por modernização energética.
A iniciativa do BNDES, formalizada por circulares como a SUP/ADIG n° 109/2025-BNDES que estabelece o Regulamento de Operações, beneficia diretamente as MPMEs ao facilitar o acesso a capital para modernizar suas operações e reduzir custos. Indiretamente, distribuidoras de energia podem se beneficiar da redução da demanda, especialmente em horários de pico, o que pode postergar investimentos em expansão de rede e melhorar a estabilidade do sistema, contribuindo para a modicidade tarifária e a segurança energética a longo prazo.
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