Brasil ativa primeira tecnologia FACTS SSSC para otimizar transmissão de energia
O Sistema Interligado Nacional (SIN) ativou, neste mês, a primeira aplicação da tecnologia de Compensador Série Síncrono Estático (SSSC), um tipo de Sistema Flexível de Transmissão em Corrente Alternada (FACTS), instalada na Subestação Ribeirão Preto (SP). Essa iniciativa, planejada pelo Ministério de Minas e Energia (MME), visa aprimorar o controle e o desempenho da rede, aumentando a flexibilidade operacional e a eficiência do sistema elétrico brasileiro.
O Sistema Interligado Nacional (SIN) ativou, neste mês, a operação de seu primeiro Compensador Série Síncrono Estático (SSSC), uma tecnologia avançada de Sistema Flexível de Transmissão em Corrente Alternada (FACTS). Instalado na Subestação Ribeirão Preto, em São Paulo, o equipamento marca um avanço na modernização da rede elétrica brasileira, com o objetivo de proporcionar maior eficiência operacional e otimizar o controle do fluxo de energia, conforme informou o Ministério de Minas e Energia (MME).
A tecnologia FACTS é utilizada no setor elétrico para aprimorar o controle e o desempenho das redes de transmissão. Por meio de equipamentos eletrônicos de potência, ela permite gerenciar dinamicamente a tensão e os fluxos de potência nas linhas. Isso confere flexibilidade operacional, eficiência e confiabilidade ao sistema, que antes dependia mais de soluções passivas ou de uma expansão física mais custosa da rede.
Com a ativação do SSSC, o SIN aproveita melhor a infraestrutura existente. Isso é crucial para o escoamento de energia de fontes renováveis, como a eólica e solar do Nordeste, localizadas em regiões distantes dos grandes centros de consumo. Essa otimização mitiga riscos de sobrecarga, eleva a confiabilidade do fornecimento e pode adiar a necessidade de investimentos bilionários em novas linhas, cujos custos seriam repassados à tarifa.
A implantação dessa solução é resultado de um planejamento estruturado coordenado pelo MME, focado na modernização e otimização do SIN. Estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) foram fundamentais para identificar a necessidade de tecnologias inovadoras que aumentassem a capacidade de escoamento e otimizassem o uso da infraestrutura existente. Esse é um desafio crescente, impulsionado pela expansão da geração renovável e pela demanda por energia.
Com base nas recomendações técnicas da EPE, o MME incorporou a solução ao Plano de Outorgas de Transmissão de Energia Elétrica (POTEE), o instrumento que orienta a expansão e o fortalecimento da rede nacional. Em seguida, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) autorizou a execução das obras e estabeleceu os prazos regulatórios para a entrada em operação comercial dos empreendimentos, assegurando a viabilidade econômica e a segurança jurídica para os investimentos.
A concessionária ISA ENERGIA BRASIL foi a responsável pela implantação e operação do SSSC na Subestação Ribeirão Preto. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) será o principal beneficiário direto da flexibilidade e confiabilidade adicionadas pelo equipamento ao SIN. Isso facilitará a coordenação e a operação de um sistema cada vez mais complexo, com maior participação de fontes intermitentes.
Embora o SSSC seja inédito no Brasil, a tecnologia FACTS é amplamente utilizada em redes elétricas avançadas globalmente, incluindo Estados Unidos, Europa e China, para aumentar a capacidade de transmissão e melhorar a estabilidade. Países com grandes extensões territoriais e fontes de geração distantes dos centros de carga, como o Brasil, beneficiam-se particularmente dessas soluções. Elas otimizam o uso de suas redes e integram eficientemente a crescente geração renovável, evitando a construção excessiva de novas infraestruturas.
Ao otimizar o uso da infraestrutura existente, a tecnologia FACTS tende a gerar um impacto positivo na tarifa de energia a longo prazo, ao reduzir a necessidade de grandes investimentos em novas linhas de transmissão. Para o consumidor, isso se traduz em maior confiabilidade no fornecimento e menor risco de sobrecarga. Para a indústria e o mercado livre, a maior flexibilidade e capacidade de escoamento do SIN facilitam a integração de fontes renováveis e a expansão da oferta, contribuindo para a transição energética e a segurança do suprimento.
A entrada em operação do SSSC marca o início de um período de monitoramento rigoroso por parte do ONS e da ANEEL para avaliar seu desempenho e os benefícios reais. A EPE, em seus futuros estudos de planejamento da expansão, deverá analisar a replicação da tecnologia FACTS em outros pontos estratégicos do SIN, especialmente onde há restrições de escoamento. Isso poderá resultar em futuras licitações de transmissão com requisitos para a adoção dessa tecnologia.
Fonte
Matéria produzida pela redação do Radar Energia com base em informações de CNEN. Consulte o material original para validação técnica e jurídica.
Acessar fonte oficialTags
Receba o essencial do setor de energia
Os principais fatos que afetam preço, regulação, geração e combustíveis — todo dia ao meio-dia, no seu e-mail.
Como esta matéria foi produzida: conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial a partir de fontes oficiais e/ou públicas, com curadoria editorial do Radar Energia. Sempre que possível, priorizamos documentos, comunicados e dados primários. Viu algo a corrigir? Fale com a redação.