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Hidráulica45.318 MW(56%) 16,26%Térmica8.462 MW(10%) 15,29%Eólica13.369 MW(17%) 30,12%Solar11.589 MW(14%) 13,80%Nuclear2.009 MW(2%) 0,00%Hidráulica45.318 MW(56%) 16,26%Térmica8.462 MW(10%) 15,29%Eólica13.369 MW(17%) 30,12%Solar11.589 MW(14%) 13,80%Nuclear2.009 MW(2%) 0,00%Hidráulica45.318 MW(56%) 16,26%Térmica8.462 MW(10%) 15,29%Eólica13.369 MW(17%) 30,12%Solar11.589 MW(14%) 13,80%Nuclear2.009 MW(2%) 0,00%
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Brasil pode atrair US$ 800 bilhões anuais em investimentos verdes, diz estudo

Um estudo do Instituto de Clima e Sociedade (iCS) e da London School of Economics (LSE) projeta que o Brasil tem potencial para atrair até US$ 800 bilhões em investimentos anuais. Esse fluxo de capital está diretamente ligado à posição estratégica do país na transição ecológica global, com impacto de até 1,5 ponto percentual no PIB.

24 de junho de 2026 às 08:50Fonte oficial: IcsRedação Radar Energia

Um estudo recente do Instituto de Clima e Sociedade (iCS) e da London School of Economics (LSE) projeta que o Brasil pode atrair até US$ 800 bilhões em investimentos anuais. Esse montante tem o potencial de impulsionar o Produto Interno Bruto (PIB) em até 1,5 ponto percentual. O fluxo de capital está diretamente ligado à posição estratégica do país na transição ecológica global, impulsionado pela descarbonização da economia e pelo desenvolvimento de novas fontes de energia limpa.

A projeção dos pesquisadores reflete a crescente demanda global por soluções sustentáveis e o reconhecimento do Brasil como protagonista nesse cenário. A vasta disponibilidade de recursos naturais renováveis, aliada a uma matriz elétrica já predominantemente limpa, confere ao país uma vantagem competitiva para captar recursos destinados à expansão de energias renováveis, bioeconomia e tecnologias de baixo carbono.

Historicamente, o Brasil construiu uma base sólida para esses investimentos, com políticas de incentivo a energias renováveis desde o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (PROINFA), lançado em 2002. As políticas de leilões de energia nova, implementadas a partir de 2007, foram cruciais para a expansão substancial da capacidade eólica e solar, consolidando o país como um líder global em energia limpa e estabelecendo uma estrutura atrativa para o capital verde.

Atualmente, o país já conta com uma matriz elétrica composta por mais de 80% de fontes renováveis. Destacam-se a capacidade instalada de energia eólica, que se aproxima de 29 GW, e a solar, que ultrapassa 40 GW, somando geração distribuída e centralizada. O potencial para o hidrogênio verde, por exemplo, é estimado em centenas de bilhões de dólares, com projetos-piloto já em desenvolvimento em estados como Ceará e Bahia, indicando o caminho para o Brasil se tornar um futuro exportador de energia limpa.

Diversos atores desempenham um papel central na materialização desse potencial. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atua com linhas de crédito específicas para descarbonização e bioeconomia. O Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) são responsáveis pelo planejamento e formulação de políticas, enquanto a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) regula o mercado. Todos buscam um ambiente favorável para investidores privados, tanto nacionais quanto internacionais.

O arcabouço legal também é fundamental, com a Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC), Lei nº 12.187/2009, estabelecendo o compromisso do Brasil com a redução de emissões. A regulamentação do mercado de carbono, com projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional, e a criação de um marco para o hidrogênio verde são marcos regulatórios essenciais. Eles podem destravar novos fluxos de capital e dar segurança jurídica aos investidores.

A atração desses US$ 800 bilhões em investimentos anuais tem o potencial de gerar milhões de empregos em setores como energias renováveis, bioeconomia e novas tecnologias. Esse fluxo de capital aceleraria a descarbonização da economia, fortaleceria a segurança energética do país e posicionaria o Brasil como um hub global para a produção de commodities verdes e produtos de baixo carbono, com impacto direto na competitividade da indústria.

Em comparação com iniciativas globais como o Green Deal da União Europeia e a Inflation Reduction Act (IRA) dos EUA, que mobilizam bilhões em incentivos, o Brasil se destaca pela sua abundância de recursos naturais renováveis e biodiversidade. Essa vantagem natural, combinada com uma matriz elétrica já majoritariamente limpa, oferece um diferencial competitivo para atrair capital global que busca não apenas retorno financeiro, mas também impacto ambiental em larga escala.

Para que o Brasil concretize esse potencial, a regulamentação do mercado de carbono é um passo crucial, permitindo a monetização dos esforços de descarbonização. A definição de um marco legal para o hidrogênio verde, incluindo incentivos fiscais e regulatórios, é outro ponto de atenção. A expectativa de que o Brasil sedie a COP30 em Belém em 2025 também pode catalisar ainda mais esses investimentos e debates sobre o tema da transição energética.

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Como esta matéria foi produzida: conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial a partir de fontes oficiais e/ou públicas, com curadoria editorial do Radar Energia. Sempre que possível, priorizamos documentos, comunicados e dados primários. Viu algo a corrigir? Fale com a redação.