Câmara de Sorocaba cobra CPFL por falhas em contas de energia após troca de medidores
A CPFL Piratininga se comprometeu a analisar e bloquear faturas contestadas em Sorocaba, além de refaturar contas com "falha humana", após reunião com a Comissão Especial da Câmara Municipal. O colegiado busca esclarecimentos sobre aumentos expressivos nas contas de energia de consumidores após a substituição de medidores digitais na cidade.
A CPFL Piratininga se comprometeu a analisar individualmente as faturas contestadas por consumidores de Sorocaba e a bloquear a cobrança até a conclusão da verificação, refaturando as contas afetadas por "falha humana". O compromisso foi firmado durante reunião da Comissão Especial da Câmara Municipal de Sorocaba, realizada em 17 de setembro de 2026, que buscou esclarecimentos sobre aumentos expressivos nas contas de energia após a substituição de medidores digitais na cidade.
A distribuidora também sugeriu que membros da comissão acompanhem técnicos na retirada de medidores para testes em laboratório credenciado pelo Inmetro, proposta que será avaliada pelo colegiado em 22 de setembro. Para os consumidores, a orientação é comparar o consumo atual com o histórico e, em caso de divergência, procurar a CPFL ou registrar reclamação no Procon. A Câmara, por sua vez, deve elaborar um documento formal cobrando da CPFL a criação de uma força-tarefa, a suspensão da cobrança das contas questionadas e a não realização de cortes de energia enquanto houver reclamação em aberto.
A substituição dos medidores digitais pela CPFL atende a uma demanda do Ministério de Minas e Energia para modernização do parque de medição. No entanto, a discussão em Sorocaba foca na fiscalização da aplicação das normas existentes e na correção de falhas operacionais da concessionária, e não na criação de novas regras. Enquanto moradores relatam que suas contas dobraram ou triplicaram após a troca, a CPFL, por sua vez, nega falhas nos equipamentos, atribuindo os aumentos a "problemas pontuais no processo de leitura".
A situação em Sorocaba, com o escrutínio de uma comissão parlamentar sobre uma distribuidora, ecoa precedentes de fiscalização regulatória sobre a qualidade do serviço. Em julho deste ano, o Tribunal de Contas da União (TCU) pautou a análise de uma representação que questionava a conduta da Enel SP em relação a interrupções de energia. O caso reforça a crescente pressão sobre as concessionárias para garantir a conformidade operacional e a qualidade do serviço, mesmo em processos de modernização exigidos pelo MME.
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